AJC COORDENADORIA DE JULGAMENTO COLEGIADO DA SEGUNDA SEÇÃO
Classe
RECLAMAÇÃO
Destinatários
5. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (RECLAMADO), 1. DRAUSIO GUEDES BARBOSA (AGRAVANTE), 2. ROGERIO GUEDES BARBOSA (AGRAVADO), 3. HENRIQUE GUEDES BARBOSA (AGRAVADO), 4. PATRÍCIA ALVARES BARBOSA (AGRAVADO)
Advogados
DRÁUSIO GUEDES BARBOSA (OAB 184641/SP), SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AgInt no Rcl 50639/SP (2025/0510481-1)RELATOR:MINISTRO MOURA RIBEIROAGRAVANTE:DRAUSIO GUEDES BARBOSAADVOGADO:DRÁUSIO GUEDES BARBOSA (EM CAUSA PRÓPRIA) - SP184641AGRAVADO:ROGERIO GUEDES BARBOSAAGRAVADO:HENRIQUE GUEDES BARBOSAAGRAVADO:PATRÍCIA ALVARES BARBOSAADVOGADO:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000MRECLAMADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA SEÇÃO do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 03/09/2026 a 09/09/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Daniela Teixeira, Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG), Nancy Andrighi, Humberto Martins, Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira e Ricardo Villas Bôas Cueva votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.
Agosto 20261 evento
Intimação
D
Órgão
AJC COORDENADORIA DE JULGAMENTO COLEGIADO DA SEGUNDA SEÇÃO
Classe
RECLAMAÇÃO
Destinatários
5. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (RECLAMADO), 1. DRAUSIO GUEDES BARBOSA (AGRAVANTE), 2. ROGERIO GUEDES BARBOSA (AGRAVADO), 3. HENRIQUE GUEDES BARBOSA (AGRAVADO), 4. PATRÍCIA ALVARES BARBOSA (AGRAVADO)
Advogados
DRÁUSIO GUEDES BARBOSA (OAB 184641/SP), SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AgInt no Rcl 50639/SP (2025/0510481-1)RELATOR:MINISTRO MOURA RIBEIROAGRAVANTE:DRAUSIO GUEDES BARBOSAADVOGADO:DRÁUSIO GUEDES BARBOSA (EM CAUSA PRÓPRIA) - SP184641AGRAVADO:ROGERIO GUEDES BARBOSAAGRAVADO:HENRIQUE GUEDES BARBOSAAGRAVADO:PATRÍCIA ALVARES BARBOSAADVOGADO:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000MRECLAMADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOProcesso incluído na Pauta de Julgamentos da SEGUNDA SEÇÃO, Sessão Virtual do dia 03/09/2026 00:00:00, com encerramento no dia 09/09/2026 23:59:59 (RISTJ, Art. 184-E).
Abril 20261 evento
Intimação
D
Órgão
COORDENADORIA DE CLASSIFICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE PROCESSOS
Classe
RECLAMAÇÃO
Destinatários
2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (RECLAMADO), 1. DRAUSIO GUEDES BARBOSA (RECLAMANTE)
Advogados
DRAUSIO GUEDES BARBOSA (OAB 184641/SP), SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Rcl 50639/SP (2025/0510481-1)RELATOR:MINISTRO MOURA RIBEIRORECLAMANTE:DRAUSIO GUEDES BARBOSAADVOGADO:DRAUSIO GUEDES BARBOSA (EM CAUSA PRÓPRIA) - SP184641RECLAMADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOINTERESSADO:ROGERIO GUEDES BARBOSAINTERESSADO:HENRIQUE GUEDES BARBOSAINTERESSADO:PATRÍCIA ALVARES BARBOSAADVOGADO:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000MProcesso distribuído pelo sistema automático em 23/12/2025.
Janeiro 20261 evento
Intimação
D
Órgão
SECRETARIA JUDICIÁRIA
Classe
RECLAMAÇÃO
Destinatários
2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (RECLAMADO), 1. DRAUSIO GUEDES BARBOSA (RECLAMANTE)
Advogados
DRAUSIO GUEDES BARBOSA (OAB 184641/SP), SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Rcl 50639/SP (2025/0510481-1)RELATOR:MINISTRO MOURA RIBEIRORECLAMANTE:DRAUSIO GUEDES BARBOSAADVOGADO:DRAUSIO GUEDES BARBOSA (EM CAUSA PRÓPRIA) - SP184641RECLAMADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOINTERESSADO:ROGERIO GUEDES BARBOSAINTERESSADO:HENRIQUE GUEDES BARBOSAINTERESSADO:PATRÍCIA ALVARES BARBOSAADVOGADO:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000MProcesso distribuído pelo sistema automático em 02/01/2026.
2025
1 evento
Dezembro 20251 evento
Intimação
D
Órgão
SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PRIVADO
Classe
RECLAMAÇÃO
Destinatários
2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (RECLAMADO), 1. DRAUSIO GUEDES BARBOSA (RECLAMANTE)
Advogados
DRAUSIO GUEDES BARBOSA (OAB 184641/SP), SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Rcl 50639/SP (2025/0510481-1)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJRECLAMANTE:DRAUSIO GUEDES BARBOSAADVOGADO:DRAUSIO GUEDES BARBOSA (EM CAUSA PRÓPRIA) - SP184641RECLAMADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOINTERESSADO:ROGERIO GUEDES BARBOSAINTERESSADO:HENRIQUE GUEDES BARBOSAINTERESSADO:PATRÍCIA ALVARES BARBOSAADVOGADO:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000M
DECISÃO
Cuida-se de Reclamação, com pedido de liminar, ajuizada por DRAUSIO GUEDES BARBOSA, com fundamento no art. 105, I, f, da Constituição Federal, contra acórdão da 8ª Câmara de Direito Privado do TRIBUNAL DE JUSTIÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO proferido nos autos do Agravo de Instrumento n. 2235445-90.2025.8.26.0000.
Afirma o reclamante que o referido acórdão esvazia a eficácia normativa da jurisprudência desta Corte ao decidir como se não existisse orientação vinculante sobre a matéria da gratuidade da justiça, especialmente quando requerida por pessoa natural.
Alega estar caracterizado o fumus boni iuris em razão da afronta à ratio decidendi dos proferidos no AgInt no REsp n. 1.966.548/SP e AgInt no AREsp n. 1.815.229/DF e da desconsideração da presunção legal do art. 99, § 3º, do CPC.
Quanto ao periculum in mora, aduz que a exigência de custas impede o acesso à jurisdição e expõe o reclamante ao cancelamento da distribuição, configurando dano grave e atual.
Requer, pois, liminarmente, a suspensão dos efeitos do ato impugnado e da exigibilidade das custas no Processo n. 1002630-28.2025.8.26.0457 e o curso do processo originário até o julgamento final da Reclamação.
No mérito, postula a cassação do acórdão combatido e a determinação do rejulgamento, conforme a jurisprudência desta Corte sobre gratuidade da justiça para assegurar o acesso efetivo à jurisdição.
É o relatório.
Decido.
Nos termos dos arts. 105, I, f, da Constituição Federal, 988, I e II, do CPC/2015 e 187 do RISTJ, é permitido o uso da Reclamação para preservar a competência deste Tribunal ou garantir a autoridade de suas decisões.
O art. 988, § 2º, do CPC exige a instrução da petição inicial da Reclamação com todos os documentos indispensáveis à propositura da ação, a fim de comprovar as alegações da parte reclamante.
No caso em tela, ausente cópia de julgado desta Corte proferida em benefício do reclamante (ou do interessado) cuja autoridade esteja sendo desrespeitada.
Desse modo, considera-se deficiente a instrução quando não acompanha a petição inicial a cópia do ato reclamado e/ou o julgado desta Corte a qual se alega desobediência, bem como outros documentos imprescindíveis à comprovação dos fatos apontados.
1. A reclamação é um remédio destinado a preservar a competência do Superior Tribunal de Justiça ou a garantir a autoridade de suas decisões, sempre que houver indevida usurpação de sua competência constitucional por parte de outros órgãos, nos termos dos art. 105, I, f, da Constituição Federal, 988, inciso IV, do Código de Processo Civil, e 187 do RISTJ.
2. Na dicção do art. 988, § 2º do CPC, a reclamação deverá ser instruída com prova documental e dirigida ao presidente do tribunal.
3. No caso posto, verifica-se que o reclamante não instruiu seu pedido com a documentação necessária a demonstrar a afronta à autoridade das decisões desta Corte, inexistindo nos autos tanto o ato judicial emanado do Tribunal de origem quanto o julgado deste Sodalício.
4. Os argumentos deduzidos no presente recurso não tem o condão de ensejar a reconsideração e tampouco a reforma da decisão ora combatida, até porque os documentos juntados não guardam relação direta com a pessoa do agravante.
5. Agravo interno desprovido.
(AgInt na Rcl n. 37.897/DF, Rel. Ministro Jorge Mussi, Corte Especial, DJe de 13.9.2019, grifei.)
AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE PEÇAS. ACÓRDÃO RECLAMADO. INEXISTÊNCIA DE DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO DESTA CORTE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
I - A Reclamação, prevista no art. 105, inciso I, alínea f, da Constituição da República, e no art. 187 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, destina-se a garantir a autoridade das decisões do Superior Tribunal de Justiça ou à preservação de sua competência.
II - A petição inicial deverá ser instruída com prova documental pré- constituída, voltada à demonstração de que o ato reclamado não se coaduna com a determinação emanada por esta Corte (art. 13 da Lei n. 8.038/1990 e art. 187, parágrafo único, do RISTJ).
III - A reclamação não foi devidamente instruída, porquanto não apresentada, com a inicial, cópia do julgado desta Corte que alega desobedecido pelo acórdão reclamado, bem como de outros documentos imprescindíveis à comprovação dos fatos apontados.
IV - Inviável a juntada, em sede de agravo regimental, de peças consideradas essenciais à instrução da reclamação. Precedentes.
V - Inexistência, na espécie, descumprimento de decisão proferida por esta Corte, a ensejar a presente reclamação.
VI - Agravo regimental improvido.
(AgRg na Rcl n. 18.385/SP, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Terceira Seção, DJe de 4.9.2014, grifei.)
Outrossim, destaca-se o não cabimento da Reclamação como sucedâneo recursal, objetivando garantir a observância de orientação firmada pela Sistemática dos Precedentes Qualificados, ou de enunciado de súmula ou de jurisprudência desta Corte, consoante ementas a seguir reproduzidas (destaques acrescidos):
RECLAMAÇÃO. RECURSO ESPECIAL AO QUAL O TRIBUNAL DE ORIGEM NEGOU SEGUIMENTO, COM FUNDAMENTO NA CONFORMIDADE ENTRE O ACÓRDÃO RECORRIDO E A ORIENTAÇÃO FIRMADA PELO STJ EM RECURSO ESPECIAL REPETITIVO (RESP 1.301.989/RS - TEMA 658). INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO INTERNO NO TRIBUNAL LOCAL. DESPROVIMENTO. RECLAMAÇÃO QUE SUSTENTA A INDEVIDA APLICAÇÃO DA TESE, POR SE TRATAR DE HIPÓTESE FÁTICA DISTINTA. DESCABIMENTO. PETIÇÃO INICIAL. INDEFERIMENTO. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO.
1. Cuida-se de reclamação ajuizada contra acórdão do TJ/SP que, em sede de agravo interno, manteve a decisão que negou seguimento ao recurso especial interposto pelos reclamantes, em razão da conformidade do acórdão recorrido com o entendimento firmado pelo STJ no REsp 1.301.989/RS, julgado sob o regime dos recursos especiais repetitivos (Tema 658).
2. Em sua redação original, o art. 988, IV, do CPC/2015 previa o cabimento de reclamação para garantir a observância de precedente proferido em julgamento de "casos repetitivos", os quais, conforme o disposto no art. 928 do Código, abrangem o incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR) e os recursos especial e extraordinário repetitivos.
3. Todavia, ainda no período de vacatio legis do CPC/15, o art. 988, IV, foi modificado pela Lei 13.256/2016: a anterior previsão de reclamação para garantir a observância de precedente oriundo de "casos repetitivos" foi excluída, passando a constar, nas hipóteses de cabimento, apenas o precedente oriundo de IRDR, que é espécie daquele.
4. Houve, portanto, a supressão do cabimento da reclamação para a observância de acórdão proferido em recursos especial e extraordinário repetitivos, em que pese a mesma Lei 13.256/2016, paradoxalmente, tenha acrescentado um pressuposto de admissibilidade – consistente no esgotamento das instâncias ordinárias - à hipótese que acabara de excluir.
5. Sob um aspecto topológico, à luz do disposto no art. 11 da LC 95/98, não há coerência e lógica em se afirmar que o parágrafo 5º, II, do art. 988 do CPC, com a redação dada pela Lei 13.256/2016, veicularia uma nova hipótese de cabimento da reclamação. Estas hipóteses foram elencadas pelos incisos do caput, sendo que, por outro lado, o parágrafo se inicia, ele próprio, anunciando que trataria de situações de inadmissibilidade da reclamação.
6. De outro turno, a investigação do contexto jurídico-político em que editada a Lei 13.256/2016 revela que, dentre outras questões, a norma efetivamente visou ao fim da reclamação dirigida ao STJ e ao STF para o controle da aplicação dos acórdãos sobre questões repetitivas, tratando-se de opção de política judiciária para desafogar os trabalhos nas Cortes de superposição.
7. Outrossim, a admissão da reclamação na hipótese em comento atenta contra a finalidade da instituição do regime dos recursos especiais repetitivos, que surgiu como mecanismo de racionalização da prestação jurisdicional do STJ, perante o fenômeno social da massificação dos litígios.
8. Nesse regime, o STJ se desincumbe de seu múnus constitucional definindo, por uma vez, mediante julgamento por amostragem, a interpretação da Lei federal que deve ser obrigatoriamente observada pelas instâncias ordinárias. Uma vez uniformizado o direito, é dos juízes e Tribunais locais a incumbência de aplicação individualizada da tese jurídica em cada caso concreto.
9. Em tal sistemática, a aplicação em concreto do precedente não está imune à revisão, que se dá na via recursal ordinária, até eventualmente culminar no julgamento, no âmbito do Tribunal local, do agravo interno de que trata o art. 1.030, § 2º, do CPC/15.
10. Petição inicial da reclamação indeferida, com a extinção do processo sem resolução do mérito.
(Rcl n. 36.476/SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Corte Especial, DJe de 6.3.2020.)
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. PEDIDO AJUIZADO COM FUNDAMENTO EM ENTENDIMENTO DESTA CORTE SUPERIOR QUE, EM SEU CONTEÚDO, TERIA SIDO DESRESPEITADO POR JULGADO DO TRIBUNAL ESTADUAL. A RECLAMAÇÃO DIRIGIDA AO STJ NÃO SE PRESTA A PROTEGER O JURISDICIONADO DE DECISÕES JUDICIAIS QUE NÃO TENHAM SEGUIDO O POSICIONAMENTO MAJORITÁRIO DA JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE OU TESE POSTA EM ENUNCIADO DE SÚMULA DESTE TRIBUNAL. PROVIMENTO NEGADO.
1. O Superior Tribunal de Justiça tem o entendimento de que "a Reclamação, prevista no art. 105, I, f, da Constituição da República, bem como no art. 988 do Código de Processo Civil de 2015 (redação da Lei n. 13.256/2016), constitui ação destinada à preservação da competência do Superior Tribunal de Justiça (inciso I), a garantir a autoridade de suas decisões (inciso II) e à observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência (inciso IV e § 4º)" (AgInt na Rcl 40.414/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Seção, DJe de 20/10/2021).
2. A reclamação dirigida a este Tribunal "não se presta a proteger o jurisdicionado de decisões judiciais que não tenham seguido o posicionamento majoritário da jurisprudência desta Corte ou tese posta em enunciado de Súmula deste Tribunal" (AgRg na Rcl 41.479/MG, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Seção, DJe de 29/3/2021).
3. O instrumento não é útil sequer "para adequar as decisões reclamadas aos julgados do STJ proferidos em recursos repetitivos" (AgInt na Rcl 41.859/SP, relator Ministro Og Fernandes, Primeira Seção, DJe de 9/11/2021).
4. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt na Rcl n. 43.541/RJ, Rel. Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Seção, DJe de 22.6.2023.)
AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. INSURGÊNCIA CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO POR TRIBUNAL ESTADUAL SOB O FUNDAMENTO DE INOBSERVÂNCIA DA JURISPRUDÊNCIA DO STJ. DESCABIMENTO. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO INDEFERIDA LIMINARMENTE. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
1. A reclamação amparada no art. 105, I, f, da Constituição Federal é um remédio destinado a preservar a competência do Superior Tribunal de Justiça sempre que haja indevida usurpação por parte de outros órgãos ou para garantir a autoridade de suas decisões, não sendo admissível o seu uso para reforma de decisões proferidas pelas instâncias ordinárias em desconformidade, alegadamente, com jurisprudência desta Corte de Justiça, as quais devem ser objeto de impugnação por meio do recurso próprio. Precedentes. Reclamação indeferida liminarmente.
2. Agravo interno desprovido.
(AgInt na Rcl n. 44.579/MG, Rel. Ministro Marco Aurélio Bellizze, Segunda Seção, DJe de 15.03.2023.)
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DE RECLAMAÇÃO CONTRA ALEGADA VIOLAÇÃO DE SÚMULA E DE JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DESTA CORTE.
1. A Reclamação dirigida ao STJ não se presta a proteger o jurisdicionado de decisões judiciais que não tenham seguido o posicionamento majoritário da jurisprudência desta Corte ou tese posta em enunciado de súmula deste Tribunal.
Tal entendimento deflui do fato de que o único inciso do art. 988 do CPC/2015 que faz alusão ao cabimento de Reclamação para garantir a observância de enunciado de súmula é o inciso III que restringe a proteção da Reclamação à ofensa às súmulas vinculantes do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
2. Não sendo admissível a reclamação, é inviável o conhecimento da matéria nela posta, ainda que se trate de questão penal de ordem pública.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg na Rcl n. 41.479/MG, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Seção, DJe de 29.03.2021.)
Ante o exposto, indefiro liminarmente a Reclamação, nos termos do art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.