DECISÃO
Vistos.
Cuida-se de pedido de expedição de alvará eletrônico para levantamento dos valores penhorados formulado pelo BANCO DA AMAZONIA S.A na ação de execução por quantia certa que move em desfavor de GEREMIAS MAIA BARBOSA ME representado(a) por GEREMIAS MAIA BARBOSA e RAYLANE DE FREITAS VIDAL.
Analisando os autos, observo que houve o bloqueio parcial do valor exequendo, no importe de R$ R$ 146,06 na Caixa Econômica Federal e R$ 37,65 no Banco Bradesco, via SISBAJUD (mov. 170).
Todavia, trata-se de valor evidentemente irrisório, sendo menor que 1% do valor total da dívida, que está no patamar de R$52.904,97, segundo a inicial.
Desta feita, embora não se trate de valor coberto pela impenhorabilidade (art. 833, X, CPC), a qual só alcança pessoas naturais, aplica-se à espécie o disposto no art. 836, por analogia, que assim dispõe: Não se levará a efeito a penhora quando ficar evidente que o produto da execução dos bens encontrados será totalmente absorvido pelo pagamento das custas da execução.
A jurisprudência dos tribunais pátrios corrobora esse entendimento:
EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO - MONITÓRIA - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - BACENJUD - BLOQUEIO DE VALORES - VALOR IRRISÓRIO - IMPOSSIBILIDADE.
A teor do disposto no caput do art. 836 do CPC, a penhora não deve se efetivar, quando for evidente que a quantia será totalmente absorvida pelo pagamento das custas da execução ou se prestar para satisfazer parte irrisória do valor executado.
(TJ-MG - AI: 10000210670766001 MG, Relator: Saldanha da Fonseca, Data de Julgamento: 03/03/2022, Câmaras Cíveis / 12ª CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 09/03/2022)
Posto isso, desbloqueie-se o valor irrisório penhorado na mov. 170.
Intime-se. Cumpra-se.