Trata-se de impugnação ao laudo pericial (fls. 270/297) apresentada pela parte autora. Ocorre que a parte autora não fez uso da prerrogativa de indicar assistente técnico para acompanhamento da prova pericial. A impugnação ao laudo pericial apresentada pela autora, não traz uma fundamentação técnica capaz de afastar a conclusão a que chegou o perito em seu laudo pericial. INCIDÊNCIA DO VERBETE SUMULAR Nº 155 DESTA CORTE ESTADUAL: MERO INCONFORMISMO COM AS CONCLUSÕES DA PROVA PERICIAL, DESACOMPANHADO DE FUNDAMENTAÇÃO TÉCNICA, NÃO AUTORIZA SUA REPETIÇÃO.
Na realidade, o que ficou demonstrado pela impugnação apresentada pela parte autora, se reveste de mero inconformismo da parte com o laudo apresentado, que desacompanhada de fundamentação técnica não autoriza a repetição da prova pericial. Também nesse sentido já decidiu o TJRRJ, in verbis; 0042952-27.2016.8.19.0002 - APELAÇÃO Des(a). WILSON DO NASCIMENTO REIS - Julgamento: 12/06/2019 - VIGÉSIMA SEXTA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO.
PREVIDENCIÁRIO. PLEITO DE RESTABELECIMENTO DO AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO E CONVERSÃO EM APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. LAUDO PERICIAL CONCLUSIVO. CONSTATAÇÃO DE CAPACIDADE LABORATIVA.
SENTENÇA
DE IMPROCEDÊNCIA. PARTE AUTORA QUE NÃO COMPROVOU O FATO CONSTITUTIVO DO SEU DIREITO, A TEOR DO QUE DISPÕE O ARTIGO 373, I, DO CPC. INCONFORMISMO DA AUTORA QUE EM GRAU RECURSAL ALEGA O DIREITO À PROVA, O CERCEAMENTO DE DEFESA E SUSTENTA A NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE NOVA PERÍCIA A SER DESENVOLVIDA POR MÉDICO ESPECIALISTA DO TRABALHO. PUGNA PELA ANULAÇÃO DA
SENTENÇA. MANUTENÇÃO DO JULGADO. A sentença proferida julgou improcedente o pedido autoral, sob o fundamento de que não logrou êxito a parte autora em comprovar o fato constitutivo do seu direito, porquanto o laudo pericial produzido (indexador 169) atestou não possuir a mesma qualquer incapacidade laborativa, sendo apenas portadora de uma cicatriz na face anterior do punho direito. Ressalte-se que a prova pericial médica na hipótese presente é importante para a adequada prestação jurisdicional, sobretudo porque a questão envolve conhecimento técnico em medicina para se verificar se procede ou não o pleito de concessão do benefício de auxílio-doença acidentário.
Impõe-se ressaltar que, em que pese o juiz não esteja adstrito às conclusões do laudo, sempre devendo decidir de acordo com o seu livre convencimento, motivadamente, também não está em regra equipado de conhecimentos técnicos que o permitam dissentir gratuitamente do perito. O exame técnico foi elaborado de forma idônea, esclarecedora e verossímil quanto à matéria submetida ao seu crivo. Inexistem quaisquer elementos que autorizem o magistrado a distanciar-se das conclusões do perito, que foi enfático em afirmar a ausência da incapacidade afirmada.