Intimação
D- Órgão
- Gab. Des. Claudio Santos na Câmara Cível
- Classe
- APELAÇÃO CÍVEL
- Destinatários
- MUNICIPIO DE SAO GONCALO DO AMARANTE, HAGAEMERSON MAGNO SILVA COSTA - ME
- Advogado
- HAGAEMERSON MAGNO SILVA COSTA (OAB 13283/RN)
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL Processo: APELAÇÃO CÍVEL - 0803067-46.2020.8.20.5129 Polo ativo HAGAEMERSON MAGNO SILVA COSTA - ME Advogado(s): HAGAEMERSON MAGNO SILVA COSTA Polo passivo MUNICIPIO DE SAO GONCALO DO AMARANTE Advogado(s):
EMENTA: TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. ALEGADA NULIDADE DA CDA SOB A ALEGAÇÃO DE QUE A EMPRESA SÓ PASSOU A FUNCIONAR NO MUNICÍPIO EM 2014. FUNDAMENTAÇÃO INAPTA À SUBSIDIAR A DECLARAÇÃO DE NULIDADE DA CDA, QUE FOI SUBSTITUÍDA NO CURSO DO PROCESSO, PASSANDO A CONSTAR APENAS OS DÉBITOS DO ANO DE 2016, QUANDO A EMPRESA DECLARADAMENTE EXERCIA SUAS ATIVIDADES NA MUNICIPALIDADE. PRETENSA APLICAÇÃO DO ART. 916 DO CPC.
IMPOSSIBILIDADE. EXECUÇÃO FISCAL QUE É REGIDA PELA LEI N. 6830/80. AUSÊNCIA DE PREVISÃO ACERCA DA APLICAÇÃO DO PARCELAMENTO JUDICIAL. NECESSIDADE, ADEMAIS, DE NORMA DO ENTE PÚBLICO PREVENDO AS REGRAS PARA O INGRESSO NO PARCELAMENTO, NOS TERMOS DO ART. 155-A DO CTN. RECURSO DESPROVIDO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima nominadas, acordam os Desembargadores que integram a 1ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade, conhecer e negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Relator, parte integrante deste.
RELATÓRIO
Trata-se de Apelação Cível interposta por HAGAEMERSON MAGNO SILVA COSTA – ME, por seu advogado, contra sentença proferida pelo Juízo da 3ª Vara da Comarca de São Gonçalo do Amarante, que, nos autos dos Embargos à Execução de n. 0803067-46.2020.8.20.5129 ajuizados em face do MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE, julgou improcedentes os pedidos autorais. Em suas razões, sustenta a apelante, em síntese, que: a) a Certidão de Dívida Ativa é inválida, pois se refere a débitos fiscais de um período em que a empresa ainda não estava localizada no município de São Gonçalo do Amarante, conforme comprovado por documentos que demonstram sua presença no município de Santo Antônio/RN até 2014; b) o pedido de parcelamento do débito somente seria relevante caso a execução fiscal fosse considerada válida.
