Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. THIAGO VIEIRA BARBOSA (IMPETRANTE)
- Advogado
- THIAGO VIEIRA BARBOSA (OAB 129946/MG)
HC 972885/MG (2025/0000222-8)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:THIAGO VIEIRA BARBOSAADVOGADO:THIAGO VIEIRA BARBOSA - MG129946IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:LUCAS SANTANA ALVARENGAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de LUCAS SANTANA ALVARENGA no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (HC n. 1.0000.24.513090-1/000).
Consta dos autos que, no dia 14/11/2024, o paciente foi preso em flagrante, acusado pela prática dos delitos previstos no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006 e no art. 333 do Código Penal, tendo a custódia sido convertida em preventiva.
O impetrante sustenta a ocorrência de constrangimento ilegal sob o argumento de que o paciente não estava em estado de flagrância e não trazia com ele nenhum material ilícito quando foi abordado pela polícia.
Destaca que o custodiado afirmou que os objetos apreendidos na ocasião da prisão em flagrante não lhe pertenciam e, ainda, que não possui qualquer vínculo com o local dos fatos.
Alega que a prisão preventiva teria sido decretada com base na gravidade em abstrato do delito, sem que fosse demonstrada a presença dos requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do Código de Processo Penal.
Assevera que as providências cautelares alternativas seriam proporcionais, suficientes e adequadas ao caso, sobretudo considerando que o paciente ostenta condições pessoais favoráveis.
Relata que teria havido abuso de autoridade por parte dos policiais que participaram do flagrante, os quais teriam tentado extorquir o custodiado.
Diante disso, pede, liminar e definitivamente, a revogação da prisão preventiva, ainda que mediante a incidência de medidas cautelares mais brandas, permitindo que o acusado responda ao processo em liberdade.
