Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PRIVADO
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), VICTOR MATIAS DE MELO PESSOA (IMPETRANTE)
- Advogado
- VICTOR MATIAS DE MELO PESSOA (OAB 165652/MG)
HC 973645/MG (2025/0003369-4)RELATOR:MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRAIMPETRANTE:VICTOR MATIAS DE MELO PESSOAADVOGADO:VICTOR MATIAS DE MELO PESSOA - MG165652IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:D O FINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de D. O. F., no qual se aponta como ato coator a decisão monocrática do Desembargador Renato Dresch, do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS, que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 1.0000.24.537981-3/000.
Consta dos autos que o paciente foi preso, no dia 11/12/2024, por débito de pensão alimentícia em favor de sua filha menor A. S., decorrente de acordo homologado por sentença no percentual de 30% (trinta por cento) do salário mínimo, que alcança o valor atualizado de R$ 8.692,34 (oito mil, seiscentos e noventa e dois reais e trinta e quatro centavos).
O impetrante alega ausência de condições financeiras para pagar o débito em razão de se encontrar desempregado a longo prazo e aduz que, apesar das dificuldades financeiras, realizou pagamentos de valores parciais da pensão no curso dos anos anteriores (2024 e 2023).
Afirma ser “forçoso reconhecer que o pagamento parcial dos alimentos, na hipótese dos autos, não se mostra voluntário e inescusável, motivo pelo qual é flagrantemente ilegal, data venia, o decreto de prisão, razão pela qual o provimento do petitório para concessão da presente ordem de habeas corpus”.
Em suas razões, o impetrante sustenta a ocorrência de constrangimento ilegal devido à demonstração de boa-fé do paciente, que adimplia parcialmente os alimentos, dentro de suas possibilidades, comprovando que o inadimplemento não era voluntário nem inescusável, mas decorrente da situação de desemprego por longo período.
Requer, liminarmente, o reconhecimento da ilegalidade do acórdão objurgado e a revogação da prisão civil para conceder a liberdade ao paciente.
É o relatório.
Decido.
