Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO), DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (OAB 0000000/DF)
HC 974078/RJ (2025/0005787-0)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:T W C MINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor T W C M, condenado pelo Juízo de Direito do Cartório do Juizado Especial Adjunto Criminal da comarca de Teresópolis/RJ como incurso no art. 217-A, c/c o art. 226, II, ambos do Código Penal, com a incidência do art. 1º, VI, da Lei n. 8.072/1990, com os consectários da Lei n. 11.340/2006, à pena de 12 anos de reclusão, sendo que, após a detração, o quantum ficou estabelecido em 11 anos, 4 meses e 21 dias de reclusão, a ser inicialmente cumprida em regime fechado (Ação Penal n. 0006922-34.2021.8.19.0061 – fls. 29/36).
O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, ora apontado como órgão coator, negou provimento à apelação defensiva e deu provimento ao recurso do Ministério Público para aumentar a pena para 14 anos de reclusão, a ser inicialmente cumprida em regime fechado (Apelação Criminal n. 0006922-34.2021.8.19.0061 – fls. 11/19).
Nesta Casa, a defesa pretende, em síntese, seja afastada a causa de aumento prevista no art. 226, II, do Código de Processo Penal, sob o argumento de que não existem provas do alegado vínculo socioafetivo entre o paciente e a vítima.
Sem pedido liminar, foram prestadas as informações pelas instâncias ordinárias (fls. 144/153 e 155/157), e o Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem (fls. 163/164).
É o relatório.
O Juízo de primeiro grau, ao condenar o ora paciente pelo crime de estupro de vulnerável, assim se pronunciou quanto à referida majorante (Processo n. 0006922-34.2021.8.19.0061 – fls. 33/34 – grifo nosso):
Do depoimento da mãe esta Magistrada infere que o acusado é considerado um irmão socioafetivo havendo entre eles um parentesco por afinidade, tendo sido o agressor adotado por um familiar. Percebe-se que a vítima não tinha medo ou receio do acusado. Entende este juízo que tal relação foi o motivador para que a criança não temesse entrar na casa do agressor, quando por ele, foi franqueada a entrada na residência para averiguar se o tio se encontrava no interior dela. Importante destacar que a vítima procurava o tio para que este à levasse ao parque que se localiza próximo a residência.
