Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), VERONICA KUBIAK VALLANDRO BRACIAK (IMPETRANTE)
- Advogado
- VERONICA KUBIAK VALLANDRO (OAB 113151/RS)
HC 974092/RS (2025/0005925-7)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:VERONICA KUBIAK VALLANDRO BRACIAKADVOGADO:VERONICA KUBIAK VALLANDRO - RS113151IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:JOAO LUAN DA SILVA AZEVEDOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de JOÃO LUAN DA SILVA AZEVEDO, no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (CORREIÇÃO PARCIAL n. 5364048-57.2024.8.21.7000/RS).
Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante em 27/7/2024, com posterior conversão da prisão em preventiva, pela suposta prática das condutas descritas nos arts. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006 e 16, caput e § 1º, IV, da Lei n. 10.826/2003.
A defesa alega que há constrangimento ilegal decorrente da paralisação do processo, com réu privado da liberdade, aguardando realização de perícia determinada de ofício pelo magistrado.
Destaca que (fl. 7):
[...] a decisão que determinou a feitura de prova configuradora da materialidade delitiva relacionada à imputação pela conduta tipificada na Lei n. 10.826 de 2003 e favorável à tese acusatória, qual seja, o laudo balístico fez com que o Magistrado incidisse em error in procedendo, dando causa à paralisação injustificada de processo criminal envolvendo acusado privado de liberdade.
Ressalta que "a atuação probatória do Juiz deve ocorrer de modo supletivo, subsidiário, complementar, nunca desencadeante da colheita da prova. Em suma, não se pode permitir que o Juiz se substitua às partes no tocante à produção das provas" (fl. 6).
Requer, liminarmente, "a imediata designação de data para a realização do interrogatório do Corrigente, ou, determinar que o Juízo primevo autorize o Paciente a aguardar em liberdade a confecção do laudo pericial por ele requisitado" (fl. 8).
No mérito, pretende seja cassada a decisão que determinou a produção de prova pericial de ofício, "bem como seja declarada a invalidade desse laudo como elemento de prova" e determinado "o desentranhamento da decisão e das provas derivadas" (fl. 8).
