HDE 11423/EX (2025/0007878-3)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJREQUERENTE:L L POUTRO NOME:L L TOUTRO NOME:L L LADVOGADOS:BARBARA GUEDES NESPOLI - ES025467MARIA ELISABETH DE JESUS ALCÂNTARA - ES035086REQUERIDO:S L PADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO - CURADOR ESPECIAL
DECISÃO
Trata-se de ação de Homologação de Decisão Estrangeira ajuizada por L. L. P. (ou L. L. T. ou L. L. L.), em que é parte requerida S. L. P., cujo objeto é sentença de divórcio oriunda da Justiça dos Estados Unidos da América.
Citada por Carta Rogatória (fl. 112), a parte requerida não apresentou contestação no prazo legal (fl. 115).
A Defensoria Pública da União, na qualidade de curadora especial, e o Ministério Público Federal manifestaram-se favoravelmente ao pleito homologatório (fls. 128 e 131-136).
É o relatório.
Decido.
Segundo os arts. 15 e 17 da LINDB, 963 do CPC e 216-D e 216-F do RISTJ, constituem requisitos indispensáveis à homologação de decisão estrangeira: a) ter sido proferida por autoridade competente; b) ser precedida de citação regular, ainda que verificada a revelia; c) ser eficaz no país em que proferida e d) não ofender a coisa julgada brasileira, a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana, a ordem pública e os bons costumes.
Ademais, a petição inicial deve ser instruída com a decisão homologanda e outros documentos indispensáveis, em vias redigidas no idioma original, acompanhados de tradução realizada por tradutor juramentado no Brasil e autenticados no país de origem por meio de chancela consular brasileira ou de apostila (art. 216-C do RISTJ), salvo se houver previsão de dispensa em tratado (art. 3º da Convenção de Haia sobre a Eliminação da Exigência de Legalização de Documentos Públicos Estrangeiros).
No caso dos autos, foi apresentada a decisão estrangeira (fls. 59-67), acompanhada de apostila (fls. 57-58), da tradução oficial (fls. 21-29) e da certidão de trânsito em julgado (fl. 26).
Por fim, além de a decisão estrangeira ter sido prolatada por autoridade competente, o título não contraria a coisa julgada brasileira nem apresenta manifesta ofensa à soberania nacional, à ordem pública, aos bons costumes ou à dignidade da pessoa humana.
Ante o exposto, homologo a sentença estrangeira de divórcio.
Expeça-se a carta de sentença.
Publique-se.
Intimem-se.
Presidente
HERMAN BENJAMIN