Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (IMPETRADO), 1. WOLBAN MILLER SANCHES MIGUEL (IMPETRANTE)
- Advogado
- WOLBAN MILLER SANCHES MIGUEL (OAB 25464/MT)
HC 976697/MT (2025/0018794-3)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:WOLBAN MILLER SANCHES MIGUELADVOGADO:WOLBAN MILLER SANCHES MIGUEL - MT025464OIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSOPACIENTE:ALEXANDRA DA SILVACORRÉU:JHONNY KESSIO PEREIRA MOURACORRÉU:ALINE JHENIFFER SILVA SABINOCORRÉU:DIOGO JHONNATA PEREIRA MOURACORRÉU:LUCAS GABRIEL DE OLIVEIRACORRÉU:VITORIA PERES MACHADOCORRÉU:KELITON ELIAS DE OLIVEIRACORRÉU:JOAO PEDRO FRANCO DE OLIVEIRACORRÉU:ROGERIO PAULINOCORRÉU:VINICIUS GABRIEL OLIVEIRA SILVACORRÉU:GUSTAVO HENRIQUE DA SILVA PUGERCORRÉU:DEBORA CASTRO PERESCORRÉU:ALLERRANDRO BRUNO ALVES DA SILVAINTERESSADO:MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em benefício de ALEXANDRA DA SILVA – condenada à pena total de 17 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 2.664 dias-multa, por incursão nos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico majorados (fls. 55/57) –, em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (Apelação Criminal n. 1000259-33.2023.8.11.0052, integrada pelos Embargos de Declaração de fls. 1.050/1.053).
Nesta impetração, busca-se, inclusive em caráter liminar, a absolvição da paciente do delito de tráfico de drogas, sustentando que não restou comprovada a autoria, uma vez que ela não praticou nenhuma das condutas previstas no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. Além disso, a materialidade do delito também não foi demonstrada, pois não consta nos autos o laudo de constatação da substância entorpecente.
Subsidiariamente, requer-se o refazimento da dosimetria, com o redimensionamento da pena-base ao mínimo legal, sob a alegação de indevida valoração negativa das circunstâncias judiciais da conduta social e da culpabilidade. Argumenta-se que essa valoração se baseou em fundamentos não apenas inidôneos, mas também idênticos – a existência de condenações anteriores definitivas –, configurando indevido bis in idem. Do mesmo modo, sustenta-se a ocorrência de bis in idem no reconhecimento das causas de aumento de pena, uma vez que se apoiaram nos mesmos elementos utilizados para exasperar a pena inicial. Por fim, a defesa afirma que a paciente faz jus ao reconhecimento da causa especial de diminuição de pena do tráfico privilegiado, pois é primária, possui bons antecedentes, não integra organização criminosa e não se dedica a atividades ilícitas
