Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), MARK MONTEIRO DE AZEVEDO (IMPETRANTE)
- Advogado
- MARK MONTEIRO DE AZEVEDO (OAB 160000/MG)
HC 977940/MG (2025/0027771-5)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:MARK MONTEIRO DE AZEVEDOADVOGADO:MARK MONTEIRO DE AZEVEDO - MG160000IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:H S PINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de H S P, contra decisão proferida por Desembargadora do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS no Habeas Corpus Criminal n. 1.0000.25.006377-3/000.
Extrai-se dos autos que o paciente foi preso em flagrante, acusado da prática, em tese, de importunação sexual. A custódia foi revogada, mediante condições estabelecidas na decisão de fls. 35/37.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem, cujo pedido liminar foi indeferido pela Desembargadora relatora (fls. 33/34).
Daí o presente writ, no qual a patrono aduz constrangimento ilegal em face de não ter sido realizada audiência de custódia, bem ainda pela imposição de monitoração eletrônica.
Assevera, ainda, nulidade do auto de prisão em flagrante, pois realizado em desconformidade com os dispositivos legais, uma vez que "não houve nexo causal entre o momento da prisão e a SUPOSTA prática do delito" (fl. 15).
Requer, pois, a concessão de medida liminar "com a suspensão da decisão proferida no processo nº 5000045-49.2025.8.13.0245" a ser confirmada no mérito, expedindo-se "liberação do uso de monitoramento eletrônico (tornozeleira) do paciente" (fl. 32).
É o relatório.
Decido.
A jurisprudência desta Corte Superior, aplicando por analogia o enunciado n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, firmou-se no sentido de não conhecer de mandamus impetrado contra decisão que indefere liminar na origem, excetuados os casos nos quais, de plano, é possível identificar flagrante ilegalidade ou teratologia do referido decisum.
Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes:
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. AGRAVO REGIMENTAL CONTRA HABEAS CORPUS INDEFERIDO LIMINARMENTE. SUPERAÇÃO DA SÚMULA N. 691 DO STF. IMPOSSIBILIDADE. INTERNAÇÃO. ATO INFRACIONAL ANÁLOGO AO CRIME DE ROUBO MAJORADO. , DO ECA. TERATOLOGIA NÃO EVIDENCIADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
