Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS (IMPETRADO), MAURICIO ARAUJO DA SILVA NETO (IMPETRANTE)
- Advogado
- MAURICIO ARAUJO DA SILVA NETO (OAB 006992/TO)
HC 978500/TO (2025/0028975-6)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:MAURICIO ARAUJO DA SILVA NETOADVOGADO:MAURICIO ARAUJO DA SILVA NETO - TO006992IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINSPACIENTE:V DE J PINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO TOCANTINS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de V DE J P contra acórdão prolatado pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS (Revisão Criminal nº 0007011-67.2024.8.27.2700).
Consta dos autos que o paciente foi condenado, com trânsito em julgado (fl. 4), às penas de 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por infração ao disposto no artigo 217 do Código Penal.
No presente writ, o impetrante sustenta a ocorrência de constrangimento ilegal, consubstanciado no fato de que a quebra na cadeia de custódia seria matéria de ordem pública.
Aduz que "o r. Juízo a quo utilizou na sentença prolatada – autos nº 0000014-78.2020.8.27.2742, evento 164, cópia de supostas mensagens trocadas entre o Paciente e a suposta vítima, as quais foram apresentadas à autoridade policial por uma das testemunhas da fase judicial" (fl. 5).
E que "o fato dessas não terem sido periciadas pela autoridade policial a fim de ser confirmada sua veracidade. Vale lembrar, que o r. Juízo determinou que o Inquérito Policial – autos nº 00017042720188272706, fosse arquivado no dia 17/02/2020, conforme a decisão prolatada no evento 59" (fl. 7).
Requer, inclusive liminarmente, "que seja expedido contramandado de prisão em favor do Paciente [...] No mérito, a concessão da ordem de Habeas Corpus, para que seja reconhecida a violação e negativa de vigência aos arts. 158-A e ss. 157 ambos do Código de Processo Penal; a violação aos princípios do contraditório e ampla defesa bem como também em observância aos Acórdãos paradigmas AgRg no RHC 143169 RJ e HC 828 054/RN, com a consequente absolvição do Paciente, tendo em vista que as fotografias retiradas de supostas conversas – não periciadas – entre aquele e a suposta vítima são provas ilícitas e influenciaram diretamente o Juízo a quo e as testemunhas ouvidas na fase judicial" (fl. 13).
