Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (AGRAVADO), 3. MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO (AGRAVADO), 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (IMPETRADO), 1. NEDI NETTO DA ROSA (AGRAVANTE)
- Advogado
- VINÍCIUS DA SILVA ROCHA (OAB 103083/RS)
AgRg no HC 1076642/MT (2026/0069451-2)RELATOR:MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZAGRAVANTE:NEDI NETTO DA ROSAADVOGADO:VINÍCIUS DA SILVA ROCHA - RS103083AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO
DECISÃO
NEDI NETTO DA ROSA agrava da decisão monocrática em que indeferi liminarmente o habeas corpus impetrado pela defesa diante da ausência de prévio debate da matéria impugnada pelo órgão estadual colegiado.
O agravante sustenta a ocorrência de erro sistêmico no cadastro da OAB do patrono constituído no diário eletrônico. Afirma que a defesa técnica não foi intimada de nenhum ato processual realizado em segundo grau, incluindo a decisão monocrática que indeferiu o incidente de nulidade suscitado perante a instância ordinária.
Em audiência virtual com o advogado do agravante, Dr. Vinícius Rocha, foram reforçados os argumentos do recurso.
O Ministério Público Federal manifestou-se pela abertura de vista ao Parquet estadual.
Decido.
De acordo com o explicitado na Constituição Federal (art. 105, I, "c"), não compete a este Superior Tribunal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por desembargador antes de prévio pronunciamento do órgão colegiado de segundo grau.
Todavia, há flagrante ilegalidade no caso em análise, a autorizar a prematura intervenção desta Corte Superior e a consequente reconsideração da decisão monocrática de fls. 601-603.
O Tribunal de Justiça estadual não acolheu a nulidade suscitada pela defesa com base nos seguintes fundamentos (fl. 26):
A intimação válida, nos termos da legislação processual, dá-se pelos canais oficiais do sistema eletrônico e pela publicação no Diário da Justiça, incumbindo ao advogado o dever de acompanhar o andamento do feito.
Nesse sentido, a jurisprudência é firme ao reconhecer que, em se tratando de processo judicial eletrônico, “o cadastro do advogado constitui providência que compete exclusivamente ao próprio patrono, inexistindo responsabilidade do sistema PJe por eventual ausência ou inconsistência cadastral, sendo certo, ainda, que o sistema de alertas (push) possui natureza meramente informativa, não substituindo o dever do causídico de acompanhar as intimações realizadas pelos meios oficiais do sistema eletrônico, tampouco ensejando nulidade na ausência de demonstração de efetivo prejuízo” (TRF-5ª, Apelação n. 0823196-52.2019.4.05.8300, Rel. Des. Rubens de Mendonça Canuto Neto, 4ª Turma, julgado em 05/07/2022).
