Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS (IMPETRADO), RAFAELLA ROCHA MORAES (IMPETRANTE)
- Advogados
- RAFAELLA ROCHA MORAES (OAB 052791/GO), THABYTA GEOVANNA ALVES AMERICO (OAB 062265/GO)
HC 985669/GO (2025/0070684-4)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:RAFAELLA ROCHA MORAESADVOGADOS:RAFAELLA ROCHA MORAES - GO052791THABYTA GEOVANNA ALVES AMERICO - GO062265IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁSPACIENTE:K DOS SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de K DOS S em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 5132116-49.2025.8.09.0011.
Consta dos autos a prisão em flagrante do paciente, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente de suposta prática dos delitos capitulados no art. 213, caput, c/c art. 14, II e art. 129, §13, todos do Código Penal.
Em suas razões, sustentam as impetrantes a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a segregação processual do paciente, que possui predicados pessoais favoráveis, encontra-se despida de fundamentação idônea.
Alegam que não há indícios suficientes de materialidade da prática delitiva.
Argumentam que ", inexiste prova cabal acerca da dinâmica dos fatos. Nenhuma testemunha confirmou a versão apresentada pela suposta vítima, de modo que não há elementos que possam sustentar, de forma inequívoca, a imputação feita ao paciente. Ademais, o laudo de exame de corpo de delito revela que o paciente sofreu mais lesões do que a suposta vítima, o que reforça sua alegação de legítima defesa e fragiliza os argumentos que justificaram sua prisão preventiva" (fl. 6).
Apontam que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP e que revelam-se adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas positivadas no art. 319 do CPP.
Aduzem que deixou de ser observado o princípio da homogeneidade das medidas cautelares tendo em vista que, em caso de eventual condenação, o paciente será submetido a regime inicial de cumprimento da pena mais brando do que o fechado.
