Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. LUCAS DE SOUSA LINO (IMPETRANTE)
- Advogado
- LUCAS DE SOUSA LINO (OAB 313332/SP)
HC 986205/SP (2025/0072674-8)RELATOR:MINISTRO CARLOS CINI MARCHIONATTI (DESEMBARGADOR CONVOCADO TJRS)IMPETRANTE:LUCAS DE SOUSA LINOADVOGADO:LUCAS DE SOUSA LINO - SP313332IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:J C DOS SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Em petição de habeas corpus, alega-se coação ilegal em relação ao acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
O paciente foi condenado pela prática do crime previsto no artigo 217-A, caput, por pelo menos cinco vezes, na forma do art. 71, ambos do Código Penal, às penas de 12 anos, 05 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado.
A petição expõe a existência de constrangimento ilegal por causa do alegado cerceamento de defesa. Alega que "[...] Após longo período de amizade que o PACIENTE tinha com o genitor da vítima, senhor Elionardo, aquele e Gabriela Gonçalves Ferreira passaram a se conhecer melhor quando um se interessou pelo outro e, a partir de então, iniciaram um relacionamento amoroso, e consequente a isso, após já ter iniciado o namoro por um certo período de tempo namorando, os dois passaram a ter uma RELAÇÃO SEXUAL DE FORMA CONSENSUAL, que ocorreu por três vezes." (e-STJ, fl. 4).
Assim, o pedido especifica-se no pleito de absolvição, por ausência de dolo, e, subsidiariamente, revisão da dosimetria para reconhecimento da atenuante da confissão.
O Ministério Público Federal manifestou-se pelo provimento parcial para reconhecer a atenuante da confissão.
É o relatório. Decido.
A Constituição da República assegura, no artigo 5º, caput, inciso LXVII, que “conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder”.
É entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça que o habeas corpus não pode ser utilizado como substitutivo de recurso próprio, salvo em casos de manifesta ilegalidade, abuso de poder ou teratologia.
