Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. JULIO CEZAR LICKS MACHADO (IMPETRANTE)
- Advogado
- JULIO CEZAR LICKS MACHADO (OAB 73842/RS)
HC 1079528/RS (2026/0087188-1)RELATORA:MINISTRA MARIA MARLUCE CALDASIMPETRANTE:JULIO CEZAR LICKS MACHADOADVOGADO:JULIO CEZAR LICKS MACHADO - RS073842IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:EZEQUIEL DE MORAESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, sem pedido liminar, impetrado em favor de EZEQUIEL DE MORAES, contra acórdão prolatado pela 7ª CÂMARA CRIMINAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Consta dos autos que o Ministério Público ofereceu denúncia pela suposta prática do delito do art. 217-A, caput, do Código Penal; o Juízo de primeiro grau absolveu o réu, com fundamento no art. 386, VII, do Código de Processo Penal; em apelação, o Tribunal de origem deu provimento ao recurso ministerial e condenou o paciente à pena de 8 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, com expedição de guia e início da execução penal no SEEU. O paciente encontra-se preso.
O ato coator foi assim ementado:
"APELAÇÃO CRIMINAL. CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. ATOS LIBIDINOSOS E CONJUNÇÃO CARNAL. VÍTIMA ADOLESCENTE. Suficiência probatória Afirmada a existência e autoria dos fatos pelas testemunhas, pela avaliação psíquica e pela ofendida que descreveu, de forma coerente e compatível, a violência sexual a que submetida pelo acusado, seu cunhado, que a submeteu à conjunção carnal, não há cogitar da deficiência probatória aventada pela sentenciante, mostrando-se impositiva a condenação. Sentença reformada. Réu condenado. RECURSO PROVIDO."
No presente writ, o impetrante sustenta nulidade da condenação por ausência de reconhecimento pessoal válido, afirmando inobservância das formalidades do art. 226 do Código de Processo Penal, o que tornaria o ato irritual e imprestável para fins probatórios.
Ademais, defende que qualquer reconhecimento feito em desacordo com o rito legal configura prova ilícita, devendo ser desentranhada do processo, nos termos do art. 157 do Código de Processo Penal, com repercussão direta na higidez da autoria.
