Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
HC 1079576/SC (2026/0087593-6)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINAADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINAIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:V ZINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso especial, com pedido liminar, impetrado em favor de V. Z., contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, no julgamento da Apelação Cível n. 5011148-58.2024.8.26.0091/SC.
Consta dos autos que o paciente foi representado, pela suposta prática de ato infracional análogo ao delito tipificado no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, c/c o art. 103 Lei n. 8.069/1990, havendo o Juízo de primeiro grau julgado procedente a da representação, aplicando-lhe a medida socioeducativa de liberdade assistida, nos termos do art. 101, V, da Lei n. 8.069/1990 (e-STJ, fls. 57/62).
Irresignado, o Parquet apelou e o Tribunal estadual deu provimento ao recurso, para alterar a medida socioeducativa, de liberdade assistida para a de internação, com avaliação a cada 6 meses (e-STJ, fls. 12/16).
No presente writ (e-STJ, fls. 2/11), a impetrante afirma que o acórdão impugnado impôs constrangimento ilegal ao paciente ao aplicar-lhe medida socioeducativa mais gravosa, pois a gravidade abstrata do ato infracional, por si só, não justifica a aplicação da medida socioeducativa de internação, que constitui providência excepcional no sistema do Estatuto da Criança e do Adolescente (e-STJ, fl. 8).
Ademais, assevera que um adulto, primário, que fosse processado e condenado pela prática do crime previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/06, nas mesmas circunstâncias fáticas atribuídas ao Paciente – notadamente diante da reduzida quantidade de substância entorpecente apreendida e da ausência de violência ou grave ameaça à pessoa – muito provavelmente não seria submetido ao regime inicial fechado ou a uma reprimenda que implicasse imediata privação de sua liberdade. Desse modo, não se mostra juridicamente admissível que o adolescente receba tratamento mais gravoso do que aquele que seria dispensado a um adulto em situação equivalente (e-STJ, fl. 8).
