Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ (IMPETRADO), 1. ALESSANDRA MARTINS ALVES CORREA (IMPETRANTE)
- Advogado
- ALESSANDRA MARTINS ALVES CORRÊA (OAB 22776/MS)
HC 1081919/PI (2026/0101414-3)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:ALESSANDRA MARTINS ALVES CORREAADVOGADO:ALESSANDRA MARTINS ALVES CORRÊA - MS022776IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍPACIENTE:ANA KAROLINA VIEIRA DA SILVACORRÉU:CLAUDIOMAR GOMES SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PIAUÍ
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ANA KAROLINA VIEIRA DA SILVA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 0753237-22.2026.8.18.0000.
Consta dos autos a prisão em flagrante da paciente, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente de suposta prática dos delitos capitulados nos arts. 33, 35 e 40, VI, da Lei 11.343/2006, e 218 do Código Penal.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a segregação processual encontra-se despida de fundamentação idônea, amparada em gravidade abstrata, sem individualização da conduta e sem demonstração do periculum libertatis, em afronta aos arts. 312 e 315, § 2º, do Código de Processo Penal.
Afirma que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema previstos no art. 312 do Código de Processo Penal, pois inexistem elementos concretos de risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal extraídos da situação específica da paciente.
Argumenta que deixaram de ser explicitados os motivos para a não aplicação das medidas cautelares alternativas à prisão e que tais medidas se revelam adequadas e suficientes ao caso concreto, nos termos dos arts. 282, § 6º, e 319 do Código de Processo Penal.
Defende que é cabível a substituição da prisão preventiva por domiciliar, por ser a paciente mãe de criança menor de doze anos, com fundamento nos arts. 318, V, e 318-A do Código de Processo Penal, inexistindo fundamentação excepcional idônea para o indeferimento da benesse.
