Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. LUIZ EDUARDO DE ALMEIDA SANTOS KUNTZ (IMPETRANTE)
- Advogados
- LUIZ EDUARDO DE ALMEIDA SANTOS KUNTZ (OAB 307123/SP), LUIZ CHRISTIANO GOMES DOS REIS KUNTZ (OAB 049806/SP)
HC 991454/SP (2025/0104619-7)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:LUIZ EDUARDO DE ALMEIDA SANTOS KUNTZADVOGADOS:LUIZ EDUARDO DE ALMEIDA SANTOS KUNTZ - SP307123LUIZ CHRISTIANO GOMES DOS REIS KUNTZ - SP049806IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:MATHEUS SOARES BRITOCORRÉU:KAUE DO AMARAL COELHOCORRÉU:MARCOS HENRIQUE SOARES BRITOCORRÉU:JACKELINE LEITE MOREIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de MATHEUS SOARES BRITO em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2068265-49.2025.8.26.0000.
Consta dos autos a prisão preventiva do paciente, em 14.2.2025, decorrente de suposta prática dos delitos capitulados nos arts. 33, caput, e 35, caput, ambos da Lei n. 11.343/2006, na forma do art. 69, caput, do Código Penal, termos em que denunciado.
Em suas razões, sustentam os impetrantes a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a segregação processual do paciente, com predicados pessoais favoráveis, encontra-se despida de fundamentação idônea, pois amparada na mera gravidade abstrata do delito.
Alegam que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP, e defende que se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas positivadas no art. 319 do aludido diploma legal.
Aduzem, ainda, que não há indícios suficientes de autoria da prática delitiva, pois depreende-se dos elementos de informação dos autos que o paciente não incorreu em nenhum dos verbos dos tipos penais a ele imputados.
Requerem, assim, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão cautelar, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais.
É o relatório.
