Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. BRUNO GOMES MOREIRA DOS SANTOS (IMPETRANTE)
- Advogado
- BRUNO GOMES MOREIRA DOS SANTOS (OAB 190893/MG)
HC 992010/MG (2025/0108497-3)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:BRUNO GOMES MOREIRA DOS SANTOSADVOGADO:BRUNO GOMES MOREIRA DOS SANTOS - MG190893IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:MATHEUS TEIXEIRA RODRIGUESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de MATHEUS TEIXEIRA RODRIGUES apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (HC n. 1.0000.25.050983-3/000).
Depreende-se dos autos que o paciente foi preso em flagrante no dia 8/1/2025, pela suposta prática dos delitos descritos no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006, art. 180, e art. 311, § 2°, inciso III, ambos do Código Penal.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem, o qual denegou a ordem, conforme acórdão assim ementado (e-STJ fl. 21):
EMENTA: HABEAS CORPUS – TRÁFICO DE DROGAS, RECEPTAÇÃO E ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR – PRETENDIDA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA – IMPROCEDÊNCIA – CONDIÇÕES PESSOAIS – MERA REITERAÇÃO DE PEDIDO – ALEGAÇÕES PERTINENTES AO MÉRITO – IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE – FUNDAMENTAÇÃO GENÉRICA – IMPROCEDÊNCIA – REQUISITOS DO ART. 312 DO CPP NITIDAMENTE PRESENTES – MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS – INSUFICIÊNCIA. Não se conhece o inconformismo que se tratar de mera reiteração de pedido, nos termos da súmula n.º 53 deste eg. TJMG. É inviável a análise da tese de inocência na via estrita do habeas corpus, por demandar valoração probatória. Estando devidamente comprovada a presença dos requisitos do art. 312 do CPP, necessária é a manutenção da prisão cautelar, como forma de se garantir a ordem pública e evitar a reiteração delitiva, em especial quando demonstrada a insuficiência das medidas cautelares alternativas. A decisão que indica fatos concretos do paciente não pode ser considerada genérica.
Daí o presente writ, em que a defesa alega não haver fundamentação idônea que enseje a manutenção da prisão preventiva, tampouco estão presentes os requisitos autorizadores da segregação cautelar, previstos no do Código de Processo Penal.
