Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), 1. CLEBERSON JUNCKES (IMPETRANTE)
- Advogados
- CLEBERSON JUNCKES (OAB 33723/SC), LOUISE KARINA ZIMATH (OAB 31990/SC)
HC 1083308/SC (2026/0108510-5)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:CLEBERSON JUNCKESADVOGADOS:CLEBERSON JUNCKES - SC033723LOUISE KARINA ZIMATH - SC031990IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:GILSON BUSKIEVICZINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de GILSON BUSKIEVICZ contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (HC n. 5019681-17.2026.8.24.0000).
Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante em 27/2/2026, pela suposta prática dos delitos previstos nos arts. 213 c/c art. 14, II, e 129, § 13, do Código Penal, em contexto de violência doméstica, tendo a custódia sido convertida em preventiva.
A defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal a quo, o qual denegou a ordem, em acórdão assim ementado (e-STJ fls. 10/12):
DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. TENTATIVA DE ESTUPRO E LESÃO CORPORAL EM CONTEXTO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. PERICULUM LIBERTATIS DEMONSTRADO. MODUS OPERANDI VIOLENTO. HISTÓRICO DE AGRESSÕES E RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. TEMOR CONCRETO DA VÍTIMA. RETRATAÇÃO POSTERIOR DA OFENDIDA QUE NÃO AFASTA A NECESSIDADE DA CUSTÓDIA. AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS INSUFICIENTES. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS INADEQUADAS. ORDEM DENEGADA.
I. CASO EM EXAME
Habeas corpus impetrado em favor de paciente preso preventivamente nos autos da ação penal n. 5000818-45.2026.8.24.0636, em trâmite perante o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Guaramirim/SC, pela suposta prática dos crimes previstos nos artigos 213 c/c artigo 14, inciso II, do Código Penal e artigo 129, § 13, ambos em contexto de violência doméstica. A defesa sustenta a ilegalidade da custódia cautelar por ausência de fundamentação concreta do periculum libertatis, afirmando que a prisão foi decretada com base em presunções e na gravidade abstrata dos delitos. Argumenta ainda que a vítima não confirmou em juízo a tentativa de abuso sexual, tendo apresentado declaração escrita afirmando não possuir receio do paciente, renunciando às medidas protetivas e manifestando intenção de retomar o relacionamento, além de destacar as condições pessoais favoráveis do paciente e a suficiência de medidas cautelares diversas da prisão.
