Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA (IMPETRADO), 1. FLAVIO MARCIO DE OLIVEIRA NASCIMENTO (IMPETRANTE)
- Advogado
- FLÁVIO MÁRCIO DE SOUSA OLIVEIRA (OAB 13346/PB)
HC 1083527/PB (2026/0111691-8)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASIMPETRANTE:FLAVIO MARCIO DE OLIVEIRA NASCIMENTOADVOGADO:FLÁVIO MÁRCIO DE SOUSA OLIVEIRA - PB013346IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBAPACIENTE:FRANCISCO DE ASSIS DE SOUSAINTERESSADO:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DA PARAIBA - PGJ
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de FRANCISCO DE ASSIS SOUZA contra acórdão da Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça de Paraíba, proferido no Agravo Interno no Habeas Corpus n. 0802515-73.2026.8.15.0000.
Na origem, a defesa impetrou habeas corpus sustentando a inadmissibilidade de elementos de prova digital consistentes em capturas de tela de conversas eletrônicas, por ausência de apreensão do dispositivo, de perícia técnica e de observância da cadeia de custódia, com pedido de desentranhamento do material e, como consequência, de revisão da custódia cautelar.
O Tribunal de origem, contudo, não conheceu da impetração, ao fundamento de deficiência de instrução, em razão da ausência de juntada do decreto de prisão preventiva, entendimento mantido em agravo interno.
Daí a presente impetração, na qual a defesa explicita que a insurgência não se dirige, de forma central, contra a decisão que decretou a prisão preventiva, mas contra a própria validade do suporte probatório da persecução penal.
Assenta, expressamente, que "o habeas corpus não teve como objeto central a decisão que decretou a prisão preventiva, mas sim a ilicitude da prova que embasa a persecução penal, diante da quebra da cadeia de custódia", acrescentando que "a constrição cautelar foi apenas consequência lógica da utilização de prova manifestamente ilícita, e não o pedido de mérito que é o foco da insurgência".
É o relatório.
Decido.
Em juízo de cognição sumária, a ordem deve ser deferida.
O ponto de partida é simples: é preciso ler a impetração nos seus próprios termos.
A defesa não dirigiu a insurgência, ao menos de forma central, contra os fundamentos concretos da prisão preventiva. O que se colocou em discussão foi a própria aptidão dos elementos que sustentam a persecução penal - em especial, capturas de tela de comunicações eletrônicas desacompanhadas de lastro técnico mínimo.
