Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
HC 1084075/RJ (2026/0113212-4)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:GERALDO BATISTA NETOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de G B N , no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (HABEAS CORPUS Nº 0099776-94.2025.8.19.0000).
Consta dos autos que o paciente foi denunciado pela prática do crime de estupro de vulnerável em contexto de violência doméstica (art. 217-A c. c. art. 226-II, na forma do art. 71, todos do Código Penal, com incidência das Leis nº 11.340/2006, 14.344/2022 e 8.072/1990).
A denúncia foi recebida pelo Juízo de Direito da Justiça Itinerante de Varre-Sai da Comarca de Natividade/RJ.
Impetrado habeas corpus, o pedido liminar foi parcialmente deferido para suspender a tramitação do processo. Contudo, a Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro não conheceu da impetração, revogando a liminar.
Irresignada, a Defensoria Pública impetrou o presente habeas corpus em que questiona a competência da Justiça Itinerante para o processamento e julgamento da ação.
Em suas razões, sustenta a impetrante que "O artigo 41 da Lei nº 11.340/2006 veda expressamente a aplicação da Lei nº 9.099/1995 aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher. Se a Justiça Itinerante tem a mesma competência dos JECRIMs e a Lei Maria da Penha veda a aplicação do seu rito, a conclusão lógica e inafastável é que a Justiça Itinerante não tem competência para casos da Lei Maria da Penha" (fl. 6).
Argumenta que "a manutenção da ação penal perante ao Juízo Itinerante configura nulidade absoluta e impõe a imediata anulação do processo" (fl. 8).
