Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- CONFLITO DE COMPETÊNCIA
- Destinatários
- 1. JUÍZO DE DIREITO DA 1A VARA CRIMINAL DE BARRA DO GARÇAS - MT (SUSCITANTE), 2. JUÍZO DE DIREITO DA VARA DE EXECUÇÃO PENAL DO INTERIOR DE CAMPO GRANDE - MS (SUSCITADO)
- Advogado
- LUCIANA SEVERINO NUNES PARREIRA (OAB 018718/MT)
CC 212447/MT (2025/0115342-6)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESSUSCITANTE:JUÍZO DE DIREITO DA 1A VARA CRIMINAL DE BARRA DO GARÇAS - MTSUSCITADO:JUÍZO DE DIREITO DA VARA DE EXECUÇÃO PENAL DO INTERIOR DE CAMPO GRANDE - MSINTERESSADO:JOAQUIM SABINO PLACIDIOADVOGADO:LUCIANA SEVERINO NUNES PARREIRA - MT018718INTERESSADO:MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
DECISÃO
Trata-se de conflito negativo de competência suscitado pelo JUÍZO DE DIREITO DA 1ª VARA CRIMINAL DE BARRA DO GARÇAS – MT contra o JUÍZO DE DIREITO DA VARA DE EXECUÇÃO PENAL DO INTERIOR DE CAMPO GRANDE – MS, relativamente à competência para acompanhar a execução da pena imposta ao interessado JOAQUIM SABINO PLACÍDIO.
Consta dos autos que o reeducando foi condenado à pena privativa de liberdade de 7 anos em regime semiaberto pela prática do crime previsto no art. 121, § 2º, II e IV, c/c o art. 14, II, todos do Código Penal, pelo Juízo da 1ª Vara de Costa Rica – MS.
O Juízo de Costa Rica – MS, com base no art. 570, I, do Código de Normas da CGJ – MS, c/c o art. 2º, i, item 3, da Resolução n. 221, de 1º/9/1994, do TJMS, declinou da competência para o processamento da execução para o Juízo da Vara de Execução Penal do Interior – VEPIN da Comarca de Campo Grande – MS.
Por sua vez, o Juízo da VEPIN devolveu os autos à Comarca de Barra do Garças – MT, ao argumento de que o reeducando residia atualmente na cidade de Torixoréu – MT, tendo o mandado de prisão sido cumprido naquele município.
O Juízo suscitante argumenta que a competência para a execução é do juízo sentenciante, sendo possível o deslocamento apenas da fiscalização do cumprimento da pena. Sustenta que a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que a mera alteração de domicílio por parte do reeducando não gera o deslocamento unilateral de competência para o juízo do atual domicílio.
O Ministério Público Federal, em parecer, manifestou-se pela competência do Juízo suscitado.
É o relatório.
