Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (AGRAVADO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PIAUÍ (AGRAVADO), 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ (IMPETRADO), 1. FERNANDO TEOTONIO ALVES (AGRAVANTE)
- Advogado
- RODRIGO RAMOS ROCHA RODRIGUES (OAB 20888/PI)
AgRg no HC 1085187/PI (2026/0120113-2)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESAGRAVANTE:FERNANDO TEOTONIO ALVESADVOGADO:RODRIGO RAMOS ROCHA RODRIGUES - PI020888AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PIAUÍIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
DECISÃO
Trata-se de agravo regimental interposto por F. T. A. contra a decisão de fls. 95-97 que indeferiu liminarmente o habeas corpus por incidir o óbice da Súmula n. 691 do STF.
Nas razões deste recurso, a defesa alega que é inconstitucional aplicar a Súmula n. 691 do STF no âmbito deste Superior Tribunal, sustentando distinção entre o art. 102, I, i, e o art. 105, I, c, da Constituição Federal, o que ampliaria a possibilidade de conhecimento do habeas corpus pelo STJ.
Argumenta que há flagrante ilegalidade capaz de autorizar a concessão da ordem de ofício, pois a prisão preventiva foi decretada de forma genérica, sem justa causa e sem fundamentação idônea, em contrariedade ao art. 315, § 2º, VI, do CPP.
Defende que a decisão agravada estaria desprovida de fundamentação adequada por não enfrentar o pedido de distinguishing ou overruling em face de precedente semelhante, e afirma ser possível decisão monocrática quando a matéria está coberta por jurisprudência consolidada.
Expõe que não se pode decretar prisão preventiva apenas como resposta à sociedade, especialmente quando medidas cautelares diversas seriam suficientes e adequadas para resguardar o processo, ressaltando a falta de fundamentos específicos na decisão que manteve a custódia.
Requer, ao final, o acolhimento do agravo, pretendendo obter a concessão da ordem, com redistribuição para uma das Turmas criminais e apreciação da liminar pelo relator.
É o relatório.
Conforme relatado, busca o agravante a revogação da prisão preventiva, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas.
Em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de origem (HC n. 0754322-43.2026.8.18.0000), verifica-se que foi proferido acórdão que julgou o mérito do writ originário em 29/5/2026, tendo sido a ordem denegada, tratando-se de novo ato coator, circunstância que evidencia a perda de objeto do presente recurso.
