Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. VANESSA DAMASCENO SOUZA SILVA (IMPETRANTE)
- Advogado
- VANESSA DAMASCENO SOUZA SILVA (OAB 462886/SP)
HC 994219/SP (2025/0120480-4)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:VANESSA DAMASCENO SOUZA SILVAADVOGADO:VANESSA DAMASCENO SOUZA SILVA - SP462886IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:C B B PINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado em favor de C. B. B. P. apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Depreende-se dos autos que a genitora da paciente (menor) busca a aplicação das medidas protetivas contra o pai e a avó paterna da infante. "Relata a genitora que no ano de 2020 de o pai biológico de sua filha e sua ex-sogra por abuso sexual, fatos já apurados nos autos do Inquérito 1504036-03.2020.8.26.0554. Informa que no ano de 2022, C. foi morar com a avó paterna, visto a concessão da guarda definitiva. A partir de então, se calou em relação aos abusos e vem sendo coagida desde então, e tem passado a reclamar da convivência com a avó paterna e o genitor. Aponta que em 03 de março pp, a menor, atualmente com 10 (dez) anos de idade, conseguiu gravar alguns vídeos falando do abuso que sofreu e relatou que tem medo de que o pai e a avó possam fazer algo contra ela, não se sentindo segura" (e-STJ fl. 81).
O juízo de origem, considerando a complexidade do caso, abriu vista ao órgão ministerial, em decisão de 27/3/2025 (e-STJ fls. 81/82).
Impetrado habeas corpus na origem, o exame do pedido liminar foi postergado, sendo requeridas informações complementares (e-STJ fls. 48).
Daí o presente writ, no qual alega a defesa ser cabível a impetração de habeas corpus, pois a "demora na apreciação de pedido de medida protetiva, quando acompanhada de provas contundentes de perigo iminente, caracteriza constrangimento ilegal, mormente em se tratando de criança em situação de risco", fazendo referência ao julgado no HC 735.329/SP, relatora Ministra Laurita Vaz, DJe 16/10/2022 (e-STJ fl. 3).
Afirma haver omissão injustificada ao pedido de imposição de medidas protetivas de urgência, colocando em risco a vida da infante, fazendo alusão ao caso de Henry Borel, já que "a proteção da vítima vulnerável deve se sobrepor à formalidade processual" (e-STJ fl. 3).
