Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PRIVADO
- Classe
- CONFLITO DE COMPETÊNCIA
- Destinatários
- 1. EDILSON DA SILVA GALDINO (SUSCITANTE), 2. JUÍZO DA 3A VARA DO TRABALHO DE SÃO PAULO - SP (SUSCITADO), 3. JUÍZO DE DIREITO DA 1A VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL V - SÃO MIGUEL PAULISTA - SÃO PAULO - SP (SUSCITADO)
- Advogados
- CRISOLOGO EVERTON ROCHA DE QUEIROZ (OAB 337559/SP), PRISCILLA HORIUTI PADIM (OAB 289902/SP), DEIVID MESSIAS DA SILVA (OAB 332589/SP), ROBERTO BARBIERI VAZ (OAB 217677/SP)
CC 212703/SP (2025/0128429-3)RELATOR:MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRASUSCITANTE:EDILSON DA SILVA GALDINOADVOGADOS:ROBERTO BARBIERI VAZ - SP217677PRISCILLA HORIUTI PADIM - SP289902SUSCITADO:JUÍZO DA 3A VARA DO TRABALHO DE SÃO PAULO - SPSUSCITADO:JUÍZO DE DIREITO DA 1A VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL V - SÃO MIGUEL PAULISTA - SÃO PAULO - SPINTERESSADO:NEW TECH TRANSPORTE SENSIVEIS LTDAADVOGADOS:DEIVID MESSIAS DA SILVA - SP332589CRISOLOGO EVERTON ROCHA DE QUEIROZ - SP337559
DECISÃO
EDILSON DA SILVA GALDINO suscita conflito negativo de competência, indicando como suscitados o JUÍZO DA 3ª VARA DO TRABALHO DE SÃO PAULO - SP e o JUÍZO DE DIREITO DA 1ª VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL V - SÃO MIGUEL PAULISTA - SÃO PAULO - SP.
Informa que ingressou com reclamação trabalhista perante a Justiça do Trabalho (processo n. 1000808-11.2021.5.02.0603), ocasião em que "o Magistrado da 3° Vara do Trabalho de São Paulo – Zona Leste, entendeu pela extinção da ação sem resolução do mérito, adotando o entendimento recente do C. STF, com base na ADC 48, ADIN 3961, ADPF 324 e RE 958252" (fl. 3). Decisão mantida por acórdão do TRT da 2ª Região e autos encaminhados para a Justiça comum.
Aduz que, recebidos os autos, o JUÍZO DE DIREITO DA 1ª VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL V - SÃO MIGUEL PAULISTA - SÃO PAULO - SP decidiu que (fl. 419-420):
(...) não foi apresentado qualquer contrato por escrito estabelecido entre as partes no sentido de que haveria prestação de serviços através de transportador autônomo de cargas, documento que a jurisprudência já reputou como imprescindível, sob pena de inaplicabilidade da Lei 11.442/2007. A título ilustrativo:
(...)
Assim, considerando o liame existente o autor e a empresa ré, não há lastro probatório no sentido de que foram preenchidos os requisitos estipulados pela Lei 11.442/2007 que autorizassem sua aplicabilidade enquanto relação comercial estabelecida entre as partes.
Insta salientar que o juízo acerca da caracterização de vínculo empregatício entre as partes, nos moldes preconizados pela CLT, compete à justiça trabalhista, restando à justiça comum estadual verificar se devidamente preenchidos os requisitos estabelecidos pela para configurar-se relação comercial, o que, como visto não é o caso. Isto é, no caso, os elementos apresentados não se amoldam à relação comercial regida pela , o que, contudo, não implica no reconhecimento de vínculo empregatício, a ser analisado oportunamente pela justiça do trabalho.
