Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. CHARLES LUIZ PAIM (IMPETRANTE)
- Advogado
- CHARLES LUIZ PAIM (OAB 063562/RS)
HC 996797/RS (2025/0134114-6)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:CHARLES LUIZ PAIMADVOGADO:CHARLES LUIZ PAIM - RS063562IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:SAMUEL VERCH DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:WESLEY SALIM ALVESCORRÉU:ANDERSON DE OLIVEIRA VEIGACORRÉU:ANDERSON GUILHERME DOS SANTOSCORRÉU:FAELE MARTINS DO AMARALCORRÉU:LEONARDO ROGERIO DE OLIVEIRA DIASCORRÉU:LEANDRO ROGERIO DE OLIVEIRA DIASCORRÉU:NATA GUERREIRO DA COSTACORRÉU:VALDOIR ROSA DA SILVA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de SAMUEL VERCH DOS SANTOS e WESLEY SALIM ALVES, contra ato do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL no processamento do Recurso em Sentido Estrito n. 5025125-90.2018.8.21.0001.
Extrai-se dos autos que os pacientes tiveram suas prisões preventivas decretadas em 18/10/2018, sendo posteriormente pronunciados pela suposta prática dos crimes de homicídio qualificado tentado e corrupção de menores.
Irresignada, a defesa interpôs recurso em sentido estrito perante o Tribunal de origem, ainda pendente de julgamento.
No presente writ, a defesa alega que a manutenção da prisão preventiva é ilegal por ausência de fundamentação idônea, uma vez que a decisão do Tribunal de origem limitou-se a reiterar a gravidade abstrata do delito imputado, sem apresentar elementos concretos e atuais que justifiquem a medida extrema, em afronta ao disposto no art. 93, IX, da Constituição Federal.
Sustenta, ademais, a ocorrência de constrangimento ilegal decorrente do excesso de prazo na formação da culpa, considerando que o paciente se encontra segregado cautelarmente há mais de seis anos e seis meses, desde 18/10/2018, sem previsão para julgamento do recurso em sentido estrito e, menos ainda, para eventual submissão ao Tribunal do Júri.
Aponta que a última análise judicial quanto à necessidade da prisão data de 4/11/2022 e que, desde então, não houve nova revisão da custódia, em violação ao art. 316, parágrafo único, do Código de Processo Penal, com a redação dada pela .
