Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. RENATA APARECIDA SILVA FRANCA (IMPETRANTE), 1. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS (IMPETRADO)
- Advogados
- RENATA APARECIDA SILVA FRANÇA (OAB 036309/DF), VIVIANE PENHA SANTANA DE CARVALHO (OAB 050862/DF)
HC 997578/GO (2025/0138726-9)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJPACIENTE:A R S DO NINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁSIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁSIMPETRANTE:RENATA APARECIDA SILVA FRANCAADVOGADOS:RENATA APARECIDA SILVA FRANÇA - DF036309VIVIANE PENHA SANTANA DE CARVALHO - DF050862
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de A R S DO N em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 5280296-40.2025.8.09.0000.
Consta dos autos que o paciente foi denunciado pela suposta prática dos delitos capitulados no art. 215-A, caput, na forma do art. 69, caput, c/c o art. 226, inciso II, por duas vezes; e no art. 217-A, caput, por quatro vezes, na forma do art. 71, caput, todos do Código Penal. Ao receber a denúncia, o magistrado de primeiro grau fixou medidas cautelares alternativas em face do denunciado.
Sucede que, posteriormente, diante da notícia do descumprimento das medidas cautelares impostas, restou decretada a prisão preventiva do paciente (fls. 33-38).
Em suas razões, sustentam as impetrantes a ocorrência de constrangimento ilegal, devido à inexistência de descumprimento de medidas cautelares, tendo em vista a que houve um erro administrativo, pois em agosto de 2024, um dos seguranças do Fórum informou equivocadamente ao paciente que não era mais necessário o seu comparecimento mensal devido às reformas no local. O paciente confiou na orientação e aguardou novas instruções, não sendo devidamente intimado para o retorno das assinaturas. Após ser intimado, o paciente prontamente retornou ao Fórum, passando a cumprir as obrigações estabelecidas regularmente a partir de janeiro de 2025.
Ressaltam, ademais, que a segregação processual do paciente, com predicados pessoais favoráveis, encontra-se despida de fundamentação idônea; não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP; e se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas positivadas no do aludido diploma legal.
