Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO AMAZONAS (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO AMAZONAS (OAB 0000000/DF)
HC 997967/AM (2025/0139276-0)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO AMAZONASADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO AMAZONASIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONASPACIENTE:JONATHAS CHOTA ZAGURYINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em nome de JONATHAS CHOTA ZAGURY, no qual se ataca a decisão proferida pelo Desembargador plantonista do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO AMAZONAS que deixou de analisar o pedido de liminar no HC n. 0005407-88.2025.8.04.9001.
Verifica-se dos autos que o paciente teve a prisão em flagrante convertida em preventiva, em dissonância com o parecer ministerial, pela Magistrada plantonista do Juízo de Direito de Custódia da comarca de Manaus/AM, nos autos do Processo n. 0106649-37.2025.8.04.1000, em razão da suposta prática de lesão corporal em contexto de violência doméstica (fls. 68/69).
A defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça local buscando a revogação da segregação preventiva, mas o pleito nem sequer foi analisado pelo Desembargador plantonista (fls. 9/10).
Daí a presente impetração, em que se alega a existência de constrangimento ilegal ante a ausência de fundamentação idônea por parte da magistrada plantonista para decretar a constrição cautelar de ofício.
Destaca-se a ausência dos requisitos necessários da prisão preventiva diante da suficiência de medidas protetivas de urgência, conforme pedido da vítima, do delegado de polícia e do Ministério Público estadual.
Defende-se que é o caso de superação da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, em razão da flagrante ilegalidade.
Requer-se a revogação do decreto prisional com aplicação de medidas protetivas de urgência.
O pedido de liminar foi deferido por mim em 24/4/2025 (fls. 89/91).
As informações foram prestadas (fls. 103/106), e o Ministério Público Federal, em seu parecer, opinou pela concessão parcial da ordem (fls. 107/110).
É o relatório.
