Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. NILSON ANTONIO DOS SANTOS (IMPETRANTE)
- Advogado
- NILSON ANTÔNIO DOS SANTOS (OAB 339125/SP)
HC 1088727/SP (2026/0140075-6)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:NILSON ANTONIO DOS SANTOSADVOGADO:NILSON ANTÔNIO DOS SANTOS - SP339125IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:GUILHERME DIEGUES DE LIMAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de GUILHERME DIEGUES DE LIMA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2091519-17.2026.8.26.0000.
Consta dos autos a prisão em flagrante do paciente, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente da suposta prática do delito capitulado no art. 215-A do Código Penal.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a decisão que decretou e manteve a prisão cautelar carece de fundamentação idônea, limitada a fórmulas genéricas e à mera gravidade do fato, sem demonstrar concretamente a imprescindibilidade da medida extrema.
Alega que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema previstos no art. 312 do CPP, apontando ausência de risco atual e específico à ordem pública, à instrução criminal e à aplicação da lei penal, inclusive por se apoiar em referência imprecisa a “aparente tentativa de fuga” sem descrição concreta do comportamento que evidencie evasão deliberada.
Afirma que não se encontram satisfeitas as condições de admissibilidade do art. 313 do CPP, destacando dúvida objetiva sobre a correta capitulação entre importunação sexual e ato obsceno, hipótese em que a pena máxima não supera 4 (quatro) anos, além de salientar a primariedade do paciente e manifestação ministerial pela liberdade com cautelares.
Defende que se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas do art. 319 do CPP e que não foram explicitados os motivos para a sua não aplicação, sendo desproporcional a manutenção do cárcere ante o quadro pessoal favorável e a própria indicação de cautelares pelo Ministério Público.
