Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. ANDRISSIMA SOARES INACIO VILELA (IMPETRANTE)
- Advogado
- ANDRISSIMA SOARES INACIO VILELA (OAB 214740/MG)
HC 1089012/MG (2026/0142184-8)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASIMPETRANTE:ANDRISSIMA SOARES INACIO VILELAADVOGADO:ANDRISSIMA SOARES INACIO VILELA - MG214740IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:PAULO SERGIO DE SOUZAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de P. S. DE S. contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, no Habeas Corpus n. 1.0000.26.129256-9/000.
Consta nos autos que o paciente respondeu pela prática dos crimes de estupro de vulnerável e estupro (arts. 217-A e 213, § 1º, c/c art. 226, inciso II, do Código Penal) – Ação Penal n. 0017743-98.2019.8.13.0687 -, tendo sido inicialmente absolvido com fundamento no art. 386, incisos II e VII, do Código de Processo Penal.
O Ministério Público do Estado de Minas Gerais interpôs apelação – n. 1.0000.24.188374-3/001 – perante o Tribunal de Justiça local e obteve a condenação do paciente às penas de 25 anos, 10 meses e 16 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) de indenização à vítima.
Após o trânsito em julgado da condenação, a defesa ajuizou Ação de Justificação Criminal n. 5006553-43.2025.8.13.0687, que foi julgada improcedente pelo Juízo de Direito da Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Timóteo/MG (e-STJ, fls. 17-18). Impetrado prévio writ, não foi conhecido por inadequação da via eleita (e-STJ, fls. 9-15).
Na presente impetração, a defesa alega , em síntese, que:
a) houve indevida análise de mérito, pelo Juízo da justificação criminal, quanto à força probatória da retratação da vítima, quando a fase seria apenas de formação da prova pré-constituída para futura revisão criminal;
b) não há risco de perecimento probatório apenas porque a vítima estaria identificada e localizável, sendo imprescindível a pré-constituição da prova da retratação, já que a vítima não foi ouvida em juízo;
