Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. LUANA DOS SANTOS SILVA AFONSO (IMPETRANTE), 1. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL (IMPETRADO)
- Advogado
- LUANA DOS SANTOS SILVA AFONSO (OAB 027152/MS)
HC 999011/MS (2025/0146564-4)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SULINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SULPACIENTE:R DE SIMPETRANTE:LUANA DOS SANTOS SILVA AFONSOADVOGADO:LUANA DOS SANTOS SILVA AFONSO - MS027152
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de R DE S, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (Apelação Criminal n. 0900254-79.2022.8.12.0029 – fls. 20/46).
Narram os autos que o paciente foi sentenciado à pena de 2 anos e 15 dias de reclusão, em regime semiaberto, pela prática do crime previsto no art. 129, § 13º, do Código Penal.
Ao julgar os recursos interpostos, o Tribunal de origem negou provimento à insurgência da defesa e deu provimento ao apelo do Ministério Público para aplicar a agravante do art. 61, II, f, do Código Penal, redimensionando a reprimenda, fixando-a em 2 anos, 4 meses e 17 dias de reclusão. Inalterados os demais termos da sentença.
Aqui, a defesa sustenta, inicialmente, que houve violação do art. 155 do Código de Processo Penal, pois a decisão judicial atribuiu peso decisivo ao depoimento da suposta vítima prestado na fase inquisitorial, sem que este tenha encontrado respaldo em provas produzidas sob o crivo do contraditório (fl. 6).
Argumenta que a legítima defesa foi indevidamente refutada pela instância ordinária. Aduz que existe dúvida quanto à dinâmica dos fatos e que as provas são insuficientes, o que deve resultar, diante do princípio do in dubio pro reo, na absolvição do paciente.
Alega que a incidência daquela agravante configura bis in idem, uma vez que a relação doméstica já foi utilizada para qualificar o crime de lesão corporal leve, conforme o § 13 do artigo 129 do Código Penal (fl. 13).
Requer, então, a concessão de liminar para suspender os efeitos da condenação. No mérito, postula a concessão da ordem para (fl. 18):
