Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
HC 1089901/RJ (2026/0148082-0)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:ELLISON RODRIGUES DE LIMAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ELLISON RODRIGUES DE LIMA em que se aponta como ato coator o acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO assim ementado:
DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL (ART. 217-A, CP). PALAVRA DAS VÍTIMAS CORROBORADA COM OUTROS ELEMENTOS DE PROVA. ALEGAÇÃO DE “FALSAS MEMÓRIAS” AFASTADA. DESNECESSIDADE DE VESTÍGIOS MATERIAIS. CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME VALORADAS NEGATIVAMENTE PELA MULTIPLICIDADE DE ATOS LIBIDINOSOS EM CADA EPISÓDIO (ART. 59, CP). ART. 226, II, DO CP (AUTORIDADE/INFLUÊNCIA) MANTIDO. CONTINUIDADE DELITIVA RECONHECIDA ENTRE OS CRIMES PRATICADOS CONTRA UMA MESMA VÍTIMA (ART. 71, CP) E CONCURSO MATERIAL ENTRE VÍTIMAS DIVERSAS (ART. 69, CP). REGIME INICIAL FECHADO (ART. 33, § 2º, “A”, CP). CUSTAS: APRECIAÇÃO PELO JUÍZO DA EXECUÇÃO (SÚMULA TJ-RJ 74). RECURSO DESPROVIDO.
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 31 (trinta e um) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos delitos capitulados no art. 217-A, caput, c/c art. 226, inciso II, e art. 71, quanto à vítima João Pedro, e no art. 217-A, caput, c/c art. 226, inciso II, quanto à vítima Enzo, tudo em concurso material, nos termos do art. 69, todos do Código Penal.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a fração de aumento aplicada pela continuidade delitiva foi fixada em 1/4 (um quarto) sem comprovação concreta do número de infrações, devendo ser reduzida ao patamar mínimo legal de 1/6 (um sexto) em observância ao princípio in dubio pro reo e à orientação sumulada sobre a correlação objetiva entre o número de delitos e a fração de aumento.
