Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. RONALDO BOENO PRESTES (IMPETRANTE)
- Advogado
- RONALDO BOENO PRESTES (OAB 109245/RS)
HC 1090398/RS (2026/0151272-0)RELATORA:MINISTRA MARIA MARLUCE CALDASIMPETRANTE:RONALDO BOENO PRESTESADVOGADO:RONALDO BOENO PRESTES - RS109245AIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:ELISANDRO RAMIRES MARTINSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de E. R. M., contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, que julgou improcedente a Revisão Criminal n. 5002373-98.2026.8.21.7000/RS.
Consta dos autos que o paciente foi denunciado pela prática do crime previsto no art. 217-A c/c art. 226, II, do Código Penal, com citação e defesa apresentada pela Defensoria Pública. Na audiência realizada em 13/11/2020, foi decretada a revelia. Sobreveio sentença condenatória fixando a pena em 13 anos, 3 meses e 22 dias de reclusão, em regime inicial fechado. Em apelação, o Tribunal de origem manteve a condenação e redimensionou a reprimenda para 17 anos e 6 meses de reclusão. Após o trânsito, foram ajuizadas duas revisões criminais: a primeira não conhecida por ausência de prova nova; a segunda julgada improcedente, contra a qual o impetrante ora se insurge.
No presente writ, o impetrante sustenta nulidade absoluta da citação na ação penal originária, afirmando que a contrafé foi entregue ao ex-padrasto do paciente, que informou a mudança de endereço, sem novas diligências do Estado, o que teria ensejado a revelia e suprimido integralmente a autodefesa, com violação ao contraditório e à ampla defesa. Alega tratar-se de nulidade absoluta insuscetível de preclusão e cognoscível em habeas corpus, inclusive após o trânsito, por configurar constrangimento ilegal permanente.
Requereu liminarmente a suspensão da execução da pena, com expedição de alvará de soltura até o julgamento final. No mérito, pede o reconhecimento da nulidade da citação e de todos os atos subsequentes à decretação da revelia na ação penal nº 5000466-22.2017.8.21.0043, com retorno dos autos à origem para regular citação e nova instrução.
Nesta Corte, o pedido liminar foi indeferido (fl. 42), e foram prestadas informações pelo Juízo de origem (fls. 48-50).
