Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (IMPETRADO), 1. RAFAEL ANDERSON DA SILVA SANTOS (IMPETRANTE)
- Advogado
- RAFAEL ANDERSON DA SILVA SANTOS (OAB 19525/MT)
HC 1090217/MT (2026/0151770-8)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:RAFAEL ANDERSON DA SILVA SANTOSADVOGADO:RAFAEL ANDERSON DA SILVA SANTOS - MT019525OIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSOPACIENTE:ARIEL CAMPOS COSTAINTERESSADO:MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de A. C. C. em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO.
Consta dos autos que o paciente foi preso preventivamente em 2/3/2026, pela suposta prática da conduta descrita no art. 241-D da Lei n. 8.069/1990.
O impetrante sustenta que a motivação da custódia é abstrata e genérica, sem lastro empírico concreto, em afronta aos arts. 312 e 315 do Código de Processo Penal.
Aduz que não há contemporaneidade dos fundamentos, inexistindo fato novo ou risco atual que justifique a medida extrema, também em desacordo com o art. 316 do CPP.
Assevera que não foi demonstrado risco específico à instrução criminal, por ausência de atos do paciente dirigidos a ameaçar testemunhas, destruir provas ou interferir na colheita probatória.
Afirma que a garantia da ordem pública foi invocada sem base concreta, limitando-se à gravidade da imputação e às considerações sobre repercussão social.
Defende que não houve exame efetivo das medidas cautelares do art. 319 do CPP, em violação do art. 282, § 6º, do CPP.
Entende que a prisão é desproporcional diante da ausência de demonstração da insuficiência de medidas menos gravosas e das condições pessoais favoráveis do paciente.
Requer, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão preventiva, com expedição de alvará de soltura; subsidiariamente, busca a substituição por cautelares diversas, como comparecimento periódico, proibição de contato, recolhimento domiciliar, restrição de acesso a redes sociais e monitoração eletrônica.
