Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PRIVADO
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. LINDOLFO PALHARES FERREIRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- LINDOLFO PALHARES FERREIRA (OAB 034500/SP)
HC 1000468/SP (2025/0155118-3)RELATOR:MINISTRO MARCO BUZZIIMPETRANTE:LINDOLFO PALHARES FERREIRAADVOGADO:LINDOLFO PALHARES FERREIRA - SP034500IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:E E DA SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado por LINDOLFO PALHARES FERREIRA, em favor de E E DA S, contra decisão monocrática do relator do habeas corpus nº 2128512-93.2025.8.26.0000 impetrado perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que indeferiu o pedido liminar.
Conforme se verifica da decisão às fls. 21-22 (e-STJ), o Desembargador relator considerou ausente ilegalidade na coação, esclarecendo que o remédio constitucional não pode ser utilizado para a discussão de particularidades fáticas. Consignou, ainda, ausente o fumus boni iuris dado que a execução está lastreada nas três prestações antecedentes à data de distribuição do feito acrescida daquelas vencidas no curso da execução.
No writ, o impetrante afirma a inexistência de risco à vida do alimentado, apontando também peculiaridades fáticas sobre inconsistências com a penhora do FGTS para fins de pagamento da obrigação alimentícia. Assenta, ademais, que a execução versa sobre valores anteriores aos três últimos meses que precedem a execução, existindo a possibilidade de entabular novo acordo para o adimplemento da verba, dado que o não pagamento da pensão decorreu de problemas financeiros surgidos durante a pandemia da covid-19.
É o relatório.
Decide-se.
O pedido deve ser indeferido liminarmente.
1. De início, observa-se que o presente writ é impetrado contra decisão monocrática que indeferiu pedido de liminar em habeas corpus impetrado em segundo grau.
Com efeito, segundo a jurisprudência desta Corte, é inadmissível o uso do remédio heroico contra decisão monocrática de relator, salvo nas hipóteses de manifesta ilegalidade ou teratologia.
Nesse sentido, relevante a menção aos seguintes julgados deste Tribunal:
