Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. MARIA CRISTINA SCATAMACCHIA (IMPETRANTE)
- Advogado
- MARIA CRISTINA SCATAMACCHIA (OAB 092134/SP)
HC 1000980/SP (2025/0156669-8)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRANTE:MARIA CRISTINA SCATAMACCHIAADVOGADO:MARIA CRISTINA SCATAMACCHIA - SP092134PACIENTE:C R DOS S FIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso próprio impetrado em favor de C R DOS S F, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 22 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, como incurso no art. 217-A, do Código Penal.
A defesa e o Ministério Público interpuseram recurso de apelação, sendo desprovido o defensivo e acolhido o ministerial, para agravar a pena do paciente, nos termos do acórdão que recebeu a seguinte ementa:
"Estupro de vulnerável - Absolvição por insuficiência de provas ou por atipicidade da conduta - Impossibilidade - a palavra da ofendida, ouvida em ambas as fases da persecução penal restou firme e coesa, demonstrando que o acusado praticou felatio in ore, bem como tentou penetrar seu pênis na vagina da vitima.
Desclassificação para a conduta prevista no artigo 215-A - Impossibilidade - a conduta de praticar felatio in ore com pessoa menor de quatorze anos atrai a figura prevista no artigo 217-A.
Agravante prevista no artigo 61, inciso II, alínea f, do Código Penal - Incidência - a vítima sofreu o abuso em contexto de violência doméstica - ausência de bis in idem - a causa de aumento da pena prevista no artigo 226, inciso II, do Código Penal restou acertadamente aplicada em razão de se tratar de padrasto da vítima.
Recurso do parquet provido e improvimento do reclamo da Defesa." (e-STJ, 22-29)
Neste writ, a defesa alega a existência de bis in idem na dosimetria da pena, promovida no acórdão de apelação, que, ao prover o recurso do Ministério Público, desconsiderou que a majoração da pena na segunda fase da dosimetria, nos termos do , “f”, configura bis in idem, uma vez que a causa especial de aumento de pena prevista no , já pressupõe a prática do delito no cenário doméstico de coabitação.
