Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. BARBARA MARIA GIMENES DE SOUZA LIMA (IMPETRANTE)
- Advogado
- BÁRBARA MARIA CORNACHIONI GIMENES (OAB 270061/SP)
HC 1002574/SP (2025/0166526-7)RELATOR:MINISTRO OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)IMPETRANTE:BARBARA MARIA GIMENES DE SOUZA LIMAOUTRO NOME:BARBARA MARIA CORNACHIONI GIMENESADVOGADO:BÁRBARA MARIA CORNACHIONI GIMENES - SP270061IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:LEONARDO SILVA DE SOUZAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de LEONARDO SILVA DE SOUZA no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (HC n. 2105225- 04.2025.8.26.0000).
Consta dos autos que o paciente está preso preventivamente pela suposta prática do delito capitulado no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. A impetrante sustenta que não estariam presentes os requisitos para custódia cautelar, pois a reincidência se refere a tráfico privilegiado, o paciente teria endereço fixo, ocupação lícita e o crime não teria maior gravidade, pois cometido sem violência ou grave ameaça, tendo por objeto 2,38 g de maconha e 19,87 g de cocaína.
Requer, liminarmente e no mérito, a determinação de liberdade do paciente com consequente expedição do alvará de soltura.
Liminar indeferida às fls. 103/105.
Informações prestadas às fls. 111/122.
Parecer ministerial de fls. 129/134 opinando pelo não conhecimento do writ e, caso conhecido, pela denegação da ordem.
É o relatório.
DECIDO.
No caso, o Juízo de primeiro grau, ao decretar a prisão preventiva do paciente, ressaltou o seguinte (fls. 70/72; grifamos):
Ademais, a quantidade de droga apreendida é considerável, tratando-se de três porções de maconha, pesando 2,38g, e 19,15g de crack. Verifico, também, que o custodiado é reincidente específico, estando preenchido também o requisito previsto no art. 313, II, do CPP. Desse modo, a prisão cautelar ainda se revela necessária à garantia da ordem pública, tratando-se, ao menos por ora, do meio adequado a impedir a reiteração criminosa ( do CPP). As medidas cautelares diversas da prisão (PP) revelam-se insuficientes.
