Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
HC 1094441/SC (2026/0172934-8)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINAADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINAIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:F W DA S AINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de F W DA S A em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 5037808-03.2026.8.24.0000.
Consta dos autos a internação provisória do paciente, decretada no curso da apuração de atos infracionais equiparados aos crimes capitulados nos arts. 233, 147 (três vezes) e 163 (duas vezes), 213, 140 (duas vezes), 129, § 13 (duas vezes), 158, 146, 147-B (duas vezes) e 129, todos do Código Penal, e no art. 21 do Decreto-Lei n. 3.688/1941 (duas vezes), com recebimento da representação e designação de instrução.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto o ato coator manteve o processamento de dezoito fatos (atos infracionais) sem suporte probatório mínimo e desconsiderou arquivamento prévio, impondo gravoso encargo processual ao paciente, com violação do devido processo legal.
Alega que não há justa causa para o processamento dos Fatos 2, 4, 5, 7 e 8, pois se sustentam exclusivamente em boletins de ocorrência unilaterais, sem a oitiva de vítimas ou testemunhas sob o crivo da autoridade policial, o que impõe o trancamento parcial do feito.
Afirma que houve afronta à coisa julgada e ao ne bis in idem quanto ao Fato 9, previamente arquivado por ausência de justa causa, inexistindo notícia de provas novas que autorizem sua retomada.
Argumenta que os Fatos 6, 10, 11, 12, 13, 14, 15 e 17 se fundam em testemunhos de “ouvir dizer” e em relatos indiretos, sendo que a suposta vítima nega as agressões em depoimento, o que evidencia fragilidade probatória e reclama o trancamento parcial.
Defende que a representação foi açodada ao aglutinar dezoito condutas autônomas sem investigação mínima, e que o saneamento genérico violou o contraditório e a ampla defesa ao exigir a instrução de fatos complexos e confusos sem lastro indiciário suficiente.
