Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO), 1. VICTOR AFONSO BASTOS RIBEIRO (IMPETRANTE)
- Advogados
- TAIGUARA LIBANO SOARES E SOUZA (OAB 167727/RJ), VICTOR AFONSO BASTOS RIBEIRO (OAB 224383/RJ)
HC 1094934/RJ (2026/0175543-6)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:VICTOR AFONSO BASTOS RIBEIROADVOGADOS:TAIGUARA LIBANO SOARES E SOUZA - RJ167727VICTOR AFONSO BASTOS RIBEIRO - RJ224383IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:G P PCORRÉU:C A S RINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de G P P em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 0028905-05.2026.8.19.0000.
Consta dos autos que a paciente foi submetida à medida socioeducativa de internação pela prática de ato infracional análogo ao crime de roubo; e, em outro feito, à medida de liberdade assistida por 6 (seis) meses pela prática de ato infracional análogo ao porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.
Em suas razões, sustentam os impetrantes a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto se determinou a execução imediata da medida de internação antes do trânsito em julgado e com recursos pendentes, violando a presunção de inocência e impedindo que a paciente recorra em liberdade.
Alegam que o cumprimento provisório da internação decorre de unificação de medidas sem certidão de trânsito em julgado e com interposição de Recurso Especial e Recurso Extraordinário, o que torna indevido o início da execução socioeducativa.
Argumentam que houve violação ao duplo grau de jurisdição e ao acesso à justiça, pois a ordem de execução foi proferida quando ainda pendiam embargos de declaração e, depois, foram interpostos recursos aos Tribunais Superiores, prejudicando a capacidade de recorrer em liberdade.
Defendem que a decisão que determinou o cumprimento imediato da internação carece de fundamentação idônea, por não indicar elementos concretos e atuais que justifiquem a medida extrema, sobretudo porque a paciente respondeu aos feitos em liberdade sem descumprimentos.
Expõem que o juízo de origem inicialmente recebeu a apelação com efeito suspensivo e, depois, no recesso, reconsiderou e expediu mandado de internação, violando a proteção da confiança e configurando venire contra factum proprium, que ora se perpetua na execução.
