Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (REQUERIDO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (REQUERIDO), 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. JOSE ADAIR TUBIA PIRES (REQUERENTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
RCD no HC 1004301/RS (2025/0176821-9)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOREQUERENTE:JOSE ADAIR TUBIA PIRESADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULREQUERIDO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALREQUERIDO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Trata-se de Habeas Corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de JOSE ADAIR TUBIA PIRES, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, em razão do julgamento da apelação criminal n. 5016967-82.2019.8.21.0010.
Consta dos autos que o paciente foi inicialmente absolvido pelo juízo de primeiro grau, na ação penal n. 5016967-82.2019.8.21.0010, quanto à imputação ao art. 16, §1º, inciso IV, da Lei n. 10.826/03 (fls. 165-168).
A impetrante declara que a acusação interpôs apelação criminal ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que condenou o paciente nas sanções do art. 16, §1º, IV, da Lei 10.826/03 às penas de 3 anos de reclusão, em regime inicial aberto, e a 10 dias-multa (fls. 271-277), sem encartar aos autos cópia do acórdão que pretende impugnar.
Na presente impetração, alega-se que a condenação foi baseada exclusivamente em elementos colhidos na fase inquisitorial, contrariando o disposto no art. 155 do Código de Processo Penal, visto que não houve produção de prova judicial (fls. 4-6). Afirma-se que a única prova da posse da arma de fogo pelo réu é o depoimento em sede policial da mãe do paciente, que não foi confirmado em juízo, e que a prova produzida em juízo é insuficiente para demonstrar a autoria delitiva (fls. 5-7).
Sustenta-se que o acórdão coator negou vigência aos arts. 155 e 386, VII, do Código de Processo Penal, e que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça ampara a tese defensiva de que não se pode condenar com base exclusiva em elementos colhidos na fase inquisitorial (fls. 7-8). Requer, ao final, a concessão da ordem para reformar o acórdão e absolver o paciente pela insuficiência de provas (fls. 9).
