Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (OAB 0000000/DF)
HC 1004370/RJ (2025/0177127-0)RELATOR:MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:J T DOS SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
J. T. DOS S. alega sofrer constrangimento ilegal em decorrência de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro na Apelação n. 000208-30.2023.8.19.0080.
A defesa sustenta não haver prova acerca do dolo de desobediência do réu e estar comprovado, de forma inequívoca, o consentimento da vítima para reaproximação do paciente.
Requer a absolvição do réu, diante da atipicidade da conduta a ele atribuída.
Prestadas as informações, o Ministério Público Federal opinou "pela extinção do writ sem resolução do mérito e, subsidiariamente, pela denegação da ordem." (fl. 81).
Decido.
De acordo com os autos, o insurgente, denunciado como incurso nos arts. 24-A da Lei n. 11.340/2006, e 147, caput, do CP, foi condenado, em primeiro grau, a 3 meses e 15 dias de detenção, em regime inicial aberto, pela prática do crime de ameaça.
Defesa e acusação apelaram à Corte estadual, que negou provimento ao recurso defensivo e proveu o ministerial, para condenar o réu a 8 meses de detenção em regime aberto, por incursão nos arts. 24-A da Lei n. 11.340/2006, e 147, caput, do CP. Constou do acórdão, no que interessa (fl. 24, grifei):
O Juízo “a quo” absolveu o Réu pela prática do crime de descumprimento de medida protetiva, por entender que não houve a comprovação do dolo de desobediência, sob o argumento de que as testemunhas Antônio, João Paulo e Fernando prestaram depoimentos uníssonos no sentido de que a vítima sempre procurava o acusado na casa deste.
Todavia, os depoimentos, em Juízo, das referidas testemunhas não obtiveram êxito em demonstrar, em riqueza de detalhes, quando as supostas visitas teriam ocorrido.
