Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ (IMPETRADO), 1. MARCELO BRASIL CAMPOS (IMPETRANTE)
- Advogado
- MARCELO BRASIL CAMPOS (OAB 22245/PA)
HC 1005311/PA (2025/0182187-5)RELATOR:MINISTRO CARLOS CINI MARCHIONATTI (DESEMBARGADOR CONVOCADO TJRS)IMPETRANTE:MARCELO BRASIL CAMPOSADVOGADO:MARCELO BRASIL CAMPOS - PA022245IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁPACIENTE:MAIKON COSTA CUNHACORRÉU:ANDERSON DOS SANTOS SOUSAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de MAIKON COSTA CUNHA apontando-se como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ.
Consta dos autos que o paciente foi condenado, como incurso na sanção prevista no art. 121, §2º, IV c/c art. 14, II, do Código Penal, na forma do art. 29 do CP, à pena de 10 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem tombado com o n. 0805141-29.2025.8.14.0000 (fl. 2).
De início, a defesa alega constrangimento ilegal em razão de supostas nulidades absolutas no processo criminal na origem, bem como pela demora injustificada para o julgamento do habeas corpus na instância a quo, de modo que é excepcionalmente possível que esta Corte superior examine diretamente a questão, mitigando a regra da supressão de instância.
No mérito, sustenta a nulidade da sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri por intimação irregular, ineficácia da defesa técnica e prejuízo irreparável à ampla defesa, impronúncia do réu e a inexistência de justa causa para o julgamento popular.
Requer a anulação da sessão de julgamento realizada em 18/7/2024 e a realização de novo julgamento ou, subsidiariamente, a nulidade da sentença de pronúncia, com a consequente impronúncia do paciente.
O pedido de liminar foi indeferido (fls. 182-183).
As informações foram prestadas (fls. 189-356).
O Ministério Público, às fls. 358-373, manifestou-se nos termos da seguinte ementa:
HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. INVIABILIDADE. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO NA FORMA TENTADA (. C OS E 29, TODOS DO CP). CONDENAÇÃO A 10 ANOS E 08 MESES DE RECLUSÃO, EM REGIME INICIAL FECHADO. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA E NULIDADE DA CITAÇÃO POR EDITAL PARA JULGAMENTO PELO JÚRI. DESCABIMENTO. TESES NÃO APRECIADAS PELA CORTE DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IN CASU, RÉU QUE MUDOU DE ENDEREÇO E NÃO INFORMOU AO JUÍZO. LOCALIZAÇÃO INCERTA E NÃO SABIDA. IMPOSSIBILIDADE DE SE BENEFICIAR DA PRÓPRIA TORPEZA. ILEGALIDADE NO JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JÚRI. IMPOSSIBILIDADE. SOBERANIA DO JÚRI. DILAÇÃO PROBATÓRIA INCOMPATÍVEL COM A VIA ELEITA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE MANIFESTA. PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO DO HABEAS CORPUS.
