Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. LAURO GONCALO DA COSTA (IMPETRANTE)
- Advogado
- LAURO GONÇALO DA COSTA (OAB 15304/MT)
HC 1005338/SP (2025/0182391-1)RELATOR:MINISTRO OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)IMPETRANTE:LAURO GONCALO DA COSTAADVOGADO:LAURO GONÇALO DA COSTA - MT015304OIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:MAURO SANTOSCORRÉU:RULIAN MATHEUS GONCALVES COSTACORRÉU:GLAUCIELE APARECIDA BATISTA DA SILVACORRÉU:LUDIMILLA DO PRADO FEITOSAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de MAURO SANTOS, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO nos autos da Apelação Criminal n. 1507095-52.2023.8.26.0664.
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 9 (nove) anos, 6 (seis) meses e 9 (nove) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito previsto no artigo 2º, § 3º, da Lei n. 12.850/2003, c/c os artigos 171, § 2º-A, e 69, ambos do Código Penal.
O impetrante sustenta que a dosimetria da pena foi viciada, com pena-base exasperada sem fundamentação concreta, e que houve aplicação indevida de agravante por suposta liderança, sem demonstração de comando ou hierarquia, configurando violação ao princípio do non bis in idem.
Alega que o regime inicial fechado foi fixado com base em justificativas genéricas, desproporcionais, considerando que os crimes foram cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa.
Afirma que houve decretação de perda de bens sem demonstração da origem ilícita, ofendendo os princípios da legalidade, da individualização da pena e da motivação das decisões judiciais. Requer, assim (fl. 12):
a) a concessão da ordem, inclusive em sede LIMINAR, para readequar a pena do paciente aos parâmetros da proporcionalidade e razoabilidade, afastando os acréscimos ilegais, bem como para reconhecer a ilegalidade na fixação do regime inicial fechado e a decretação de perda de bens. Requer-se, ainda, a fixação de regime aberto ou semiaberto para o cumprimento da pena, nos termos do art. 33, §2º, “b”, c/c os arts. 59 e 68, todos do Código Penal, e o , “b”, do mesmo diploma legal;
