Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. MARIA CLAUDIA DE SEIXAS (IMPETRANTE)
- Advogado
- MARIA CLAUDIA DE SEIXAS (OAB 88552/SP)
HC 1005909/SP (2025/0184708-3)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:MARIA CLAUDIA DE SEIXASADVOGADO:MARIA CLAUDIA DE SEIXAS - SP088552IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:C A A DE MINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado em favor de C A A DE M, em que aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (apelação criminal nº 1500096-50.2019.8.26.0300).
Consta dos autos que o paciente foi condenado por infração ao artigo 217-A, caput, do Código Penal, à pena de oito (08) anos de reclusão, no regime prisional inicial fechado.
O feito de origem já transitou em julgado, visto que o AREsp n. 2.456.043/SP teve lavrada a seguinte certidão (fl. 524 dos respectivos autos):
ACÓRDÃO de fls. 511: transitou em julgado no dia 05 de fevereiro de 2025.
Remeto o presente processo eletrônico à(o) SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Brasília, 05 de fevereiro de 2025.
Daí o presente habeas corpus, no qual a defesa sustenta que houve desrespeito ao princípio da identidade física do juiz.
Afirma que "a sentença foi proferida por Juíza que não acompanhou a instrução processual, sem que se apontasse qual o impedimento que justificasse o afastamento do Magistrado que presidiu a audiência de instrução debates e julgamento em proferir a sentença" (fl. 5).
Assevera que "Não há nos autos, justo motivo para a relativização da regra processual penal em análise – posto que não há qualquer justificativa para a comprovada troca de juízes – e o prejuízo para o paciente resta evidenciado, já que a procedência da ação penal suscita dúvida razoável se igual solução seria dada pelo juiz que efetivamente presidiu a instrução onde foi colhida a prova testemunhal e o paciente foi interrogado. Neste ponto, destarte, exsurge o prejuízo imposto ao paciente e à sua defesa técnica" (fl. 7).
