Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PÚBLICO
- Classe
- MANDADO DE SEGURANÇA
- Destinatários
- 2. MINISTRA DOS DIREITOS HUMANOS E DA CIDADANIA (IMPETRADO), 1. P K G A M (IMPETRANTE), 4. C G DO P DE P A V E T A P (IMPETRADO), 3. S N R P P DE P DE P A N A DO M DOS D H E DA C (IMPETRADO)
- Advogado
- PRISCILA KAREN GOMES ALVES MONTEIRO (OAB 20347/PI)
MS 32231/DF (2026/0188117-6)RELATOR:MINISTRO PAULO SÉRGIO DOMINGUESIMPETRANTE:P K G A MADVOGADO:PRISCILA KAREN GOMES ALVES MONTEIRO (EM CAUSA PRÓPRIA) - PI020347IMPETRADO:MINISTRA DOS DIREITOS HUMANOS E DA CIDADANIAIMPETRADO:S N R P P DE P DE P A N A DO M DOS D H E DA CIMPETRADO:C G DO P DE P A V E T A PINTERESSADO:UNIÃO
DECISÃO
Trata-se de mandado de segurança com pedido liminar impetrado por P K G A M contra ato omissivo atribuído à Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, ao Secretário responsável pela política de proteção à pessoas ameaçadas no âmbito do Ministério dos Direitos Humanos e ao Coordenador do Programa Federal de Assistência a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas (PROVITA).
A impetrante narra que foi testemunha ocular de um homicídio e que procurou o Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO/PI) para denunciar o fato. Aduz que foi mantida no DRACO/PI sem alimentação e sem autorização para saída, e mesmo estando com fortes dores de cabeça, foi submetida a interrogatório por diversas vezes.
Declara que foi enviada para a Casa da Mulher Brasileira, em Teresina/PI, na qual foi mantida "sob restrição indevida de liberdade, confisco de bens materiais e tratamento degradante" (fl. 5). A impetrante afirma que sofreu diversas ameaças, e que a pessoa denunciada encontra-se atualmente em liberdade.
Assevera que foi submetida às medidas do Programa Federal de Assistência a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas (PROVITA). Todavia, essas medidas violaram direitos fundamentais, violando sua privacidade, impedindo o exercício de sua atividade profissional e expondo-a à situações de vulnerabilidade.
Narra o seguinte episódio (fl.5):
Ocorre que, após as tratativas e tentativas por parte da impetrante, fez com que a equipe técnica designada, como meio de pressão institucional e retaliação, iniciado tratativas para o retorno à Brasília - DF, local onde a impetrante também viveu situações insalubres, sob a administração da SPDE - SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO DEPOENTE ESPECIAL DA POLÍCIA FEDERAL, onde, em determinada noite, teve seu quarto invadido por um Agente de Polícia Federal, que tocou as partes íntimas enquanto a impetrante estava sob efeito de medicação, tais quais morfina e clonazepan.
