Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (IMPETRADO), 1. MARIA CAROLINA AGUIAR FERREIRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- MARIA CAROLINA AGUIAR FERREIRA (OAB 45221/PE)
HC 1097262/PE (2026/0188139-1)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:MARIA CAROLINA AGUIAR FERREIRAADVOGADO:MARIA CAROLINA AGUIAR FERREIRA - PE045221IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCOPACIENTE:BRUNO ROBERTO ALVES DE BARROS E SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de B R A DE B E S, que foi condenado pelo Juízo de Direito da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher da comarca de Jaboatão dos Guararapes/PE, à pena de 25 anos e 6 meses de reclusão, a ser incialmente cumprida em regime fechado, como incurso no art. 217-A, caput, c/c o art. 226, II, na forma do art. 69, todos do Código Penal, com a negativa do direito de recorrer em liberdade (Processo n. 0014831-14.2023.8.17.2810 - fls. 28/41).
A impetrante aponta como autoridade coatora o Desembargador Relator do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que, até a presente data, não julgou o recurso de apelação criminal n. 0014831-14.2023.8.17.2810 interposto em abril de 2025, com apresentação das razões em 27/5/2025 e distribuição ao Tribunal a quo apenas em 6/2/2026, evidenciando o prolongamento indevido da custódia cautelar. Ressalta que no caso em análise, a demora verificada não encontra justificativa na complexidade do feito, tampouco pode ser atribuída à defesa, revelando-se consequência direta da mora estatal, circunstância que evidencia o constrangimento ilegal suportado pelo paciente (fl. 9).
Sustenta que a manutenção da prisão do paciente, no atual estágio processual, revela manifesta incompatibilidade com o princípio constitucional da presunção de inocência, pois, embora tenha sido prolatada sentença condenatória, não houve o trânsito em julgado da decisão, encontrando-se o feito pendente de julgamento do recurso de apelação, configurando verdadeira antecipação indevida do cumprimento da pena, vedada pelo ordenamento jurídico (fls. 10/11).
Requer, inclusive em caráter liminar, a imediata revogação da prisão do paciente, com a expedição de alvará de soltura, salvo se por outro motivo estiver preso, facultando-se a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, nos termos do do Código de Processo Penal (fl. 13).
