Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RORAIMA (IMPETRADO), 1. ADRIEL MENDES GALVAO (IMPETRANTE)
- Advogado
- ADRIEL MENDES GALVAO (OAB 001442/RR)
HC 1007059/RR (2025/0193067-9)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:ADRIEL MENDES GALVAOADVOGADO:ADRIEL MENDES GALVAO - RR001442IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RORAIMAPACIENTE:G F DE A SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RORAIMA
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de G F DE A S em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RORAIMA que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 9001220-87.2025.8.23.0000.
Consta dos autos a prisão em flagrante do paciente, em 15.5.2025, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente de suposta prática dos delitos capitulados nos arts. 241-A e 241-B, ambos do ECA.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, devido à ilegalidade da prisão, por não ter sido decretada pelo juízo da persecução penal.
Alega que não há indícios suficientes de materialidade da prática delitiva.
Aduz que deixou de ser observado o princípio da homogeneidade das medidas cautelares tendo em vista que, em caso de eventual condenação, o paciente será submetido a regime inicial de cumprimento da pena mais brando do que o fechado.
Ressalta que está ausente a contemporaneidade dos motivos ensejadores da custódia cautelar, bem como que a segregação processual do paciente, com predicados pessoais favoráveis, encontra-se despida de fundamentação idônea, pois amparada na mera gravidade abstrata do delito.
Sustenta, ainda, que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP, e defende que se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas positivadas no art. 319 do aludido diploma legal.
Requer, assim, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão cautelar, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais.
É o relatório.
