Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. ELIANE DE MELIM (IMPETRANTE)
- Advogados
- TAMIRES BATISTA DA SILVA (OAB 349420/SP), DIEGO LORENTZ GIMENEZ (OAB 331677/SP), ELIANE DE MELIM (OAB 163711/SP)
HC 1099838/SP (2026/0203107-3)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:ELIANE DE MELIMADVOGADOS:TAMIRES BATISTA DA SILVA - SP349420DIEGO LORENTZ GIMENEZ - SP331677ELIANE DE MELIM - SP163711IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:ANTONIO VANDERLEI PEREIRA FERNANDESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ANTONIO VANDERLEI PEREIRA FERNANDES em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2118209-83.2026.8.26.0000.
Consta dos autos que o paciente foi denunciado pela suposta prática do delito capitulado no art. 217-A do Código Penal.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a ação penal se mantém sem suporte probatório idôneo mínimo e foi precedida de produção antecipada de prova com violação ao contraditório substancial.
Alega que a prova antecipada é nula porque a maioria dos 71 quesitos técnicos apresentados pela defesa não foi respondida de forma concreta, havendo respostas genéricas ou omissas, o que esvazia o contraditório e compromete a validade do relatório informativo do Setor Técnico.
Argumenta que o depoimento especial e o relatório informativo do Setor Técnico do Juízo são metodologicamente inadequados em afronta ao Comunicado CG nº 807/2025 do TJSP, circunstância reconhecida pelo próprio Tribunal por meio de comunicado institucional, impondo a exclusão desses elementos do acervo probatório.
Defende que houve cerceamento de defesa pelo indeferimento imotivado do estudo psicológico complementar independente, necessário para dirimir divergências técnicas e responder integralmente aos quesitos defensivos, com prejuízo evidente ao contraditório.
Expõe que há manifesta ausência de justa causa para a ação penal, pois o laudo médico-legal oficial é negativo, o parecer psicológico clínico longitudinal conclui pela ausência de indicadores compatíveis com trauma, e inexiste corroboração externa, de modo que o trancamento é medida necessária.
